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Brasil classifica como 'primeiro passo' decisão de Obama de proibir espionagem de aliados

Reuters

19 Janeiro 2014 | 16h 42

O governo brasileiro informou neste domingo que vai acompanhar com atenção os desdobramentos da promessa do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de proibir espionagem contra líderes de países aliados.

O porta-voz da Presidência da República, Thomas Traumann, classificou de "primeiro passo" o anúncio feito por Obama na sexta-feira. "O governo brasileiro irá acompanhar com extrema atenção os desdobramentos práticos do discurso", disse Traumann, segundo nota publicada no Blog do Planalto.

A presidente Dilma Rousseff teria sido um dos alvos de espionagem por parte da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês). Também teria sido objeto de vigilância dos arapongas norte-americanos a estatal Petrobras.

Diante dessas revelações, feitas pelo ex-funcionário de inteligência Edward Swnoden, Dilma chegou a adiar uma visita de Estado a Washington em protesto.

Obama anunciou na sexta-feira que proibiu a espionagem de líderes de países amigos e aliados e começou a frear a vasta coleta de dados telefônicos de norte-americanos como parte de uma série de reformas desencadeada pelas revelações de Snowden.

"Os líderes de nossos países amigos e aliados merecem saber que, se eu quiser saber o que eles pensam de um assunto, eu vou pegar o telefone e ligar para eles, em vez de recorrer à vigilância", afirmou Obama na ocasião.

Sem fazer avaliação sobre a fala do presidente dos EUA, Traumann limitou-se a informar, segundo a nota, que o governo brasileiro analisou "detidamente" o anúncio sobre as mudanças na atuação da NSA.

(Reportagem de Tiago Pariz)