Brasil registra queda na gravidez adolescente, diz IBGE

Em 2007, a proporção de nascimentos de mães com menos de 20 anos caiu de 20,5% em 2006 para 20,1%

Alexandre Rodrigues, de O Estado de S. Paulo,

04 Dezembro 2008 | 19h23

Nas informações colhidas nos registros de nascimento do Brasil o IBGE detectou no ano passado queda na gravidez adolescente, que vinha crescendo nos últimos anos no grupo de mulheres de 15 a 19 anos na contra-mão da redução da fecundidade entre as outras faixas etárias. Em 2007, a proporção de nascimentos de mães com menos de 20 anos caiu de 20,5% em 2006 para 20,1%.   Veja também: País já tem um divórcio para cada quatro casamentos IBGE: sub-registro de nascimento cai para 12% em 2007    A redução é pequena, mas intensa nas regiões desenvolvidas do Centro-Sul. No Norte e Nordeste, as taxas ainda são preocupantes. Enquanto no Distrito Federal as mães jovens foram responsáveis por 14,5% dos nascimentos em 2007, essa proporção era de 26,9% no Maranhão. No entanto, houve queda nas duas pontas. Em 2006, as duas unidades da federação tinham esse índice em 15,3% e 26,9%, respectivamente. O Pará concentra 26,7% dos partos nesse grupo, mas também apresentou ligeira redução em relação a 2006, quando era 26,8%. Em São Paulo, houve uma queda de 16,6% para 16,3%.   O estudo mostra que, entre as mães jovens até 24 anos, os registros de nascimentos em atraso estão quase na mesma proporção dos formalizados no ano de nascimento. Para o IBGE, o País está colhendo os frutos da gratuidade do registro de nascimento e o estímulo financeiro aos cartórios e maternidades para realizar campanhas de formalizar documentos de crianças. O instituto calcula em 12,2% os nascidos em 2007 que não foram registrados. Entre 2006 e 2007, o sub-registro caiu apenas 0,5%, mas consolida a queda na década: em 2000 alcançava 21,9%. Nos estados com dificuldades de acesso aos cartórios, as taxas ainda são mais altas. Em Roraima, a sub-notificação alcança 40,1%.   A maior parte dos brasileiros que vieram ao mundo no ano passado tiveram o hospital como primeiro ambiente fora do útero da mãe. Cerca de 97% dos partos em 2007 foram realizados em estabelecimentos hospitalares, como maternidades. No Acre e no Amazonas, as limitações do transporte se mostram nas altas incidências de parto domiciliar: 12,6% e 11,3%, respectivamente.

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