Brasileiro é acusado nos EUA de infectar 100 mil computadores

Leni de Abreu Neto foi preso em julho por autoridades holandesas e aguarda pedido de extradição para os EUA

Agência internacionais,

22 Agosto 2008 | 16h49

O brasileiro Leni de Abreu Neto, 35 anos, é acusado pela Justiça dos Estados Unidos de participar de um esquema que infectou mais de 100 mil computadores com o objetivo de enviar spams. Preso pelas autoridades holandesas, ele pode ser extraditado para território norte-americano.   A Justiça de New Orleans acusa Abreu, nascido em Taubaté, São Paulo, de conspiração para causar danos a computadores ao redor do mundo. Se condenado, ele pode pegar até 5 anos de prisão e mais três de liberdade condicional, além de pagar uma multa de US$ 250 mil ou mais com base no valor do prejuízo causado por ele.   Segundo o processo, ele trabalhava com Nordin Nasiri, um holandês de 19 anos, para "usar, manter, alugar e vender uma botnet ilegal." Uma botnet é um rede de computadores infectada que pode ser controlada por acesso remoto. Geralmente, elas são usadas para enviar spams ou tirar alguns sites do ar. Os proprietários dos computadores usados na botnet, conhecidos como "zumbis", não costumam ter idéia de que suas máquinas estão infectadas.   De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, Abreu e Nasiri concordaram em vender a botnet para uma terceira pessoa por 25 mil euros, quase R$ 60 mil. O brasileiro foi preso pela polícia holandesa em 29 de julho, assim como Nasiri, que enfrenta processo no país.   Conexão Holanda   Intitulada Conexão Holanda, a operação foi executada após quatro meses de investigação da Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal (PF) em São Paulo e do FBI. A PF não revelou o nome do brasileiro.   Na ocasião, foram apreendidos 10 discos rígidos, quatro notebooks, 500 CDs e DVDs e documentos.

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