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Brasileiro morto na Austrália tinha consumido LSD

09 de outubro de 2012 | 9h 14
NATALY COSTA E JORGE BECHARA - Agência Estado

O estudante brasileiro Roberto Laudisio Curti, de 21 anos, foi alvo de 14 tiros de Taser e estava sob efeito de LSD quando foi morto por policiais em Sydney, na Austrália, em março deste ano. As novidades foram reveladas no júri que investiga o acidente, iniciado no domingo (07).

Novas imagens de mais de 50 câmeras de segurança registraram os últimos momentos do estudante, desde a hora em que ele saiu de uma casa noturna até a perseguição policial que culminou na sua morte. Curti teria morrido por asfixia, depois de ser atingido por pelo menos cinco dos 14 choques, além de tubos de spray de pimenta.

De acordo com um parente de Curti que está em São Paulo acompanhando o caso, a asfixia teria sido causada porque o garoto, já no chão, teve o corpo "fortemente pressionado" pelos policiais. Onze homens estavam envolvidos na perseguição.

O inquérito acontece na Coroners Court, parte do sistema legal britânico que apenas examina a investigação policial e a causa da morte. Ou seja, o tribunal esclarecerá o que aconteceu, mas não punirá eventuais culpados. Se ficar provado que houve crime, os familiares da vítima podem começar um processo em um tribunal comum.

Telefonema

Em um dos registros, exibido na Corte e disponível na internet, Curti aparece sem camisa e descalço, deixando uma casa noturna no centro da cidade. De acordo com informações do jornal Sydney Morning Herald, ele teria telefonado para a irmã e perguntado: "Por que você quer me matar?".

Ana Luisa Laudisio de Lucca, a irmã de Curti que mora na Austrália e o recebeu durante o intercâmbio no país, teria então percebido que o irmão estava fora de controle e tentado ligar de volta para ele diversas vezes, sem sucesso. Segundo o parente do Brasil, Curti "tomou um terço de LSD, que não é nada, não mata ninguém".

As próximas imagens são da loja de conveniência de onde ele teria roubado dois pacotes de biscoitos. Agitado, Curti aparece invadindo a área privativa do caixa da loja aos pulos. O vendedor faz um gesto, aparentemente mandando-o sair. O funcionário teria dito à polícia que o garoto "não queria roubar nada e pediu os biscoitos".

Ainda segundo o jornal local, não foi o vendedor, mas um gari quem chamou a polícia para coibir o suposto roubo. Os policiais, por sua vez, disseram ter recebido a informação de que Curti estaria armado.

?Super-homem?

Na Corte, a polícia disse que Curti resistiu com "força de super-homem" e os choques e o spray de pimenta continuaram a ser disparados quando o estudante estava no chão. A família permitiu que todas as gravações se tornem públicas - a polícia era contra.

Violência

O empresário Domingos Laudisio, tio de Roberto Laudisio Curti, afirmou na segunda-feira (08) em Sydney que "a família já viu a maior parte das evidências que serão exibidas" no tribunal. Segundo ele, os parentes somente vão se pronunciar sobre o caso depois de ouvir os depoimentos das testemunhas e dos policiais envolvidos na morte do jovem.

Outro tio de Curti, Eduardo Laudisio, disse que o resultado das investigações revela a gravidade das circunstâncias da morte do rapaz. "Foi bem pior, mais violento do que esperávamos", disse. Ele afirmou que a família quer tornar público o que realmente aconteceu com o rapaz.

Eduardo disse que Curti "pode ter exagerado como qualquer jovem", mas criticou a conduta dos policiais. "Subiram nele algemado e usaram Tasers e tubos de gás pimenta. Não tem ser humano que aguente uma atrocidade dessas", disse. Eduardo também lamentou o que chamou de tentativa da polícia de desqualificar Curti.

A respeito de uma possível indenização, caso os tribunais decidam que a polícia foi responsável direta pela morte, Eduardo disse que a família não está preocupada com dinheiro. "Nosso interesse é punir culpados e que todos saibam a realidade na Austrália." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.




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