Cabral vai manter 'enfrentamento'; governo oferece apoio
O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), lamentou hoje a morte de policiais e renovou seu apoio ao secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame. Cabral disse que manterá a "linha de enfrentamento" ao crime para que a cidade chegue aos Jogos Olímpicos de 2016 em paz. "Dissemos ao comitê olímpico que não é uma tarefa simples, eles sabem disso."
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O governo federal ofereceu ao Estado do Rio de Janeiro o apoio da Força Nacional de segurança pública, segundo informou a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça. O ministro Tarso Genro conversou hoje com o governador do Rio, lamentou as mortes ocorridas no conflito entre traficantes do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte da capital do Estado e ofereceu o auxílio da Força Nacional.
Cabral, segundo a assessoria do ministro, avaliou que, por hora, a medida não seria necessária. Genro também ofereceu um helicóptero para o Estado substituir a aeronave perdida durante o tiroteio, que matou dois policiais. Genro também ofereceu emprestado um helicóptero da Força Nacional para uso imediato. O governador do Rio, ainda de acordo com a assessoria do ministro, ficou de avaliar as ofertas.
''Desespero''
O secretário de segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse hoje que a disputa pelos pontos de vendas de droga no morro dos Macacos é um ato de "desespero" dos traficantes cariocas. "Eles estão desesperados por causa da perda de espaço, da perda financeira", afirmou, repetindo discurso recorrente entre as autoridades do Estado após situações semelhantes.
Segundo ele, as ações da área de segurança do Rio têm limitado o poder de ação dos traficantes, seja pela desarticulação de quadrilhas e arsenais, seja pela instalação de unidades de polícia pacificadora em comunidades que eram dominadas pelo tráfico. Até agora, cinco favelas foram ocupadas: Cidade de Deus, Batan, Dona Marta, Babilônia e Chapéu Mangueira.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, manifestou, em nota, seu "total apoio" aos policiais estaduais. "Não é admissível que o Rio seja confrontado por delinquentes dessa maneira", afirmou.
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