Caça francês avaliado pela FAB fica fora de disputa na Índia

O caça Rafale, fabricado pela francesa Dassault Aviation e que é um dos finalistas de um programa de compra de novos caças da Força Aérea Brasileira, foi eliminado de uma concorrência de 10 bilhões de dólares para fornecer 126 aeronaves para a Índia, informou um porta-voz do Ministério da Defesa indiano nesta quinta-feira.

BA, REUTERS

16 Abril 2009 | 16h28

A Dassault, no entanto, disse não ter conhecimento dessa decisão.

"O Rafale não atendeu às exigências comuns", disse à Reuters o porta-voz do ministério indiano. "As outras cinco companhias ainda estão na disputa", acrescentou.

As outras propostas pelo contrato, um dos maiores do mundo, são da Boeing, da Lockheed Martin, do caça russo MiG-35, do KAS-39 Gripen, da sueca Saab, e do caça Eurofighter Typhoon, apoiado por um consórcio formado por empresas de Grã-Bretanha, Alemanha, Itália e Espanha.

Em Paris, a Dassault disse não ter sido informada de qualquer decisão de eliminar o Rafale da concorrência para o fornecimento de caças de multiemprego. A empresa informou que a França está buscando esclarecimentos.

"Até agora, a Rafale International não recebeu informações de fontes oficiais indianas sobre este assunto", disse um porta-voz da Dassault. "Autoridades francesas estão questionando autoridades indianas para obter mais informações sobre isso."

A Rafale International é uma entidade formada pela Dassault e por suas principais parceiras comerciais -- a fabricante de radares Thales e a fabricante de motores Safran.

A França busca fechar seu primeiro contrato de exportação do Rafale e, além do Brasil, mantém negociações com Abu Dhabi, Grécia e Líbia.

No Brasil, o Rafale é um dos finalistas do programa FX-2, da FAB, ao lado do F-18 E/F Super Hornet, da norte-americana Boeing, e do Gripen NG, da sueca Saab.

O programa brasileiro está atualmente na fase de visitas técnicas e voos de ensaio e a expectativa da Aeronáutica é de que o vencedor da disputa, que prevê inicialmente a compra de 36 caças, seja anunciado até outubro.

(Reportagem adicional de Tim Hepher, em Paris, e Eduardo Simões, em São Paulo)

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