Café doce e aveludado de Paraisópolis no Octávio

Foi mais difícil convencer o cafeicultor Paulo Sérgio de Almeida a vender duas sacas de um de seus melhores cafés do que encontrar este microlote para servir no Octávio Café, em São Paulo.

Janaina Fidalgo,

04 Novembro 2010 | 13h49

Muita conversa depois, a barista Silvia Magalhães persuadiu o produtor: o microlote da Fazenda Santa Terezinha, em Paraisópolis, no sul de Minas Gerais, será o primeiro a ser oferecido no café, a partir desta terça-feira.

 

Por que tanta insistência? A qualidade da bebida, provada em primeira mão pelo Paladar na última semana, explica. É um café extremamente doce, no nariz e na boca. Tem corpo aveludado e aroma intenso de frutas vermelhas - características percebidas especialmente quando foi preparado na prensa francesa.

 

Cultivado a 1.200 m de altitude, em uma região de solo vulcânico próximo a Poços de Caldas, os grãos são colhidos manualmente quando estão maduros - daí a doçura elevada do café.

 

“Fiquei surpresa, porque ele é um café (da variedade) mundo novo, e eu odeio mundo novo”, diz Silvia Magalhães. “É cultivado numa área sombreada que nem parece lavoura de café, e sim uma mata. É tudo artesanal, colhido manualmente. Demorou 15 dias para secar, em uma estufa suspensa e coberta.”

O café deste talhão, o colônia mundo novo, conquistou fãs não só aqui. As outras seis sacas do microlote, só com cereja natural, já têm destino: Dinamarca.

 

“O comprador disse que só tomou um café igual ao meu, em complexidade, na Etiópia. Não esperava encontrar um café assim aqui”, diz o cafeicultor Paulo Sérgio de Almeida. “Eu mesmo ainda não provei. Estou curioso para beber este café.”

Este microlote da Fazenda Santa Terezinha poderá ser degustado em todos os métodos de preparo disponíveis no Octávio Café. Quem quiser também poderá comprá-lo para preparar em casa (em grão ou moído), em embalagem com 250g (R$ 44).

 

“Vamos torrar aos poucos, em pequenas quantidades, conforme houver demanda, para ter café sempre fresquinho”, diz Silvia.

Embora ainda não tenha data marcada para começar a servir os próximos microlotes selecionados, a barista adianta quais são as origens: Divinolândia, Caconde e São Sebastião da Grama, no interior de São Paulo.

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