Carnes grelhadas sem salamaleques

"É uma casa de carnes mais simples", conta Leo Botto sobre o Casa Nero, seu novo restaurante que será inaugurado na próxima quarta-feira, dia 17. Parceria do chef com os sócios do Bar Secreto e do restaurante Lorena 1989, a casa - que o Paladar mostra em primeira mão - está instalada no lugar do extinto Chez Burguer.

DANIEL TELLES MARQUES, O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2012 | 03h13

O negócio ali são as carnes. Todas grelhadas, com exceção das três receitas de hambúrgueres, feitos na chapa.

O estilo argentino de grelhar convive com elementos brasileiros nos pratos, como a farinha tostada e o vinagrete que guarnecem os cortes. "É um pouquinho de samba com bolero e tango", diz o chef em tom quase conceitual.

Entre os cortes há picanha (R$ 44/R$ 66), bife de chorizo (R$ 44), frango (R$ 32) e costelinha de porco (R$ 16/R$ 34) dividindo o menu com kobe beef tropical (cruzamento das raças wagyu, nelore e angus australiano, R$ 71), todos eles preparados em uma grelha de dois metros de cumprimento.

Do samba, efetivamente, sai a inspiração para a carta de drinques criada por Botto. Há caju amigo com a calda da fruta feita e toque de cumaru, caipirinhas clássicas e invencionices como a caipirinha de abacaxi com creme de coco e essência de puxiri , além de versões para mojito.

Nas sobremesas, a influência portenha marca presença. Tem doce de leite com queijo (R$ 12) e pudim de doce de leite (R$ 9). Mas há espaço para clássicos de lanchonetes como sunday e milk-shakes , feitos com sorvetes produzidos no próprio restaurante.

"Quem vai definir qual a vocação da casa é o público", diz Botto. A descontração do cardápio contrasta com a imponência modernosa da decoração da casa, com ambientes que misturam teto forrado de madeira, sofás de couro e peças que vão de caveiras de boi a esculturas de mãos humanas. Por vontade, o chef quer que o restaurante tenha menos melindres que as casas de carnes paulistanas e funcione também como um bar para se passar a tarde sob petiscos e cervejas, seja com uma porção de lulas dorê (R$ 18), linguiça toscana grelhada (R$ 16), corações de galinha (R$ 12), com a releitura do aipim frito do chef, preparado a partir do purê do tubérculo (R$ 9) ou com stake tartar aller retour (grelhado dos lados e cru por dentro, R$ 39).

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.