Carregue seu computador no pendrive

Com aplicativos portáteis no acessório, fica fácil transportar as configurações favoritas para máquinas que não são suas

JULIANA ROCHA,

04 Agosto 2008 | 00h00

De invencionice para geeks nos anos 1990, os pendrives se tornaram um item quase essencial de nossa vida digital. Além de possibilitarem a transferência prática, rápida e segura de arquivos entre computadores, esses pequenos dispositivos – cada vez mais acessíveis e com maior capacidade – podem transformar qualquer máquina na sua em uma simples espetada. O segredo está em instalar no pendrive (ou chave USB) os programas que você usa com freqüência e, assim, poder utilizá-los em qualquer PC, seja de um amigo ou mesmo de um cibercafé ou lan-house. O truque é tão atraente que até a Microsoft promete oferecer um sistema operacional completo dentro de um pendrive até o final do ano. Logo, se você gosta de aproveitar o melhor da tecnologia, está mais do que na hora de transformar seu pendrive em uma central de aplicativos portáteis. O carioca Anderson Dias Ivo, 26 anos, comprou seu primeiro pendrive há dois anos. O modelo de 2 GB era destinado apenas a backups até ele instalar no dispositivo o pacote de aplicativos portáteis conhecido como ASuite. "Agora tenho vários programas rodando direto do pendrive. Tudo o que preciso está à mão e não dependo mais de que a máquina na qual estou trabalhando tenha os softwares instalados", explica. Além do navegador Firefox e de um software para download de torrents, Ivo, que trabalha com manutenção de computadores, carrega programas para limpeza de arquivos deixados como rastros no sistema operacional depois de desinstalações. Robert Rodrigues, gerente de mídias sociais da agência de marketing Frog, é outro adepto dos pendrives espertos. Mas ao contrário de Ivo, que escolheu um dos pacotes (também chamados gerenciadores) disponíveis na internet, ele preferiu montar sua própria seleção de programas. "Estou constantemente alterando o que levo no pendrive. Vivo em busca de novidades portáteis", diz. No momento, Rodrigues leva no bolso, além do navegador da raposa, o editor para criação de páginas da web Dreamweaver, a suíte para escritório OpenOffice e o antivírus NOD32: "Como costumo transferir arquivos entre máquinas diferentes, o primeiro programa que instalei foi um antivírus para me prevenir contra a falta de conhecimento e o descuido que alguns internautas ainda têm." "Ao garantir o acesso em computadores que não são meus aos programas a que estou acostumado, minha produtividade aumenta. Se não os tivesse à mão, precisaria descobrir como funcionam os softwares que estão instalados na máquina em que estou", conta. A privacidade é outra vantagem. Para quem pula de um cibercafé para outro, rodar programas diretamente do pendrive é garantia de não deixar para trás nenhum dado pessoal. Configurações como favoritos e add-ons também podem ser facilmente transportadas. Na rede, há gerenciadores de aplicativos portáteis tão levinhos – ocupam pouco mais de 700 kilobytes (KB) – que são capazes de rodar mesmo em pendrives com memória de apenas 128 megabytes (cada MB equivale a 1 mil KBs). Mas, para armazenar também uma boa quantidade de documentos, músicas e fotos, o ideal é que o pendrive tenha pelo menos 1 gigabyte (1 GB ou 1 mil MBs). Nesta edição o Link o ensina a transformar seu pendrive num verdadeiro canivete suíço de softwares pra lá de úteis.

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