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Carros foram acompanhados por bombeiros este ano

11 de fevereiro de 2013 | 20h 22
BEATRIZ BULLA, GABRIELA LARA, SUZANA INHESTA E WLADIMIR DANDRADE - Agência Estado

Em um momento em que todas as atenções estão voltadas para a segurança e a prevenção contra incêndios, os carros alegóricos do carnaval paulistano neste ano foram acompanhados de perto por bombeiros nos dois dias de desfile. No sábado, a primeira noite de festa, houve um princípio de incêndio no carro abre-alas da escola Mancha Verde. Os brigadistas que acompanhavam o carro apagaram a chama rapidamente. Porém, um integrante da escola ficou levemente ferido na mão.

No total, 110 estão presentes no sambódromo para prevenir tragédias. São 28 agentes militares e 82 civis particulares, contratados pela São Paulo Turismo (SPTuris) e a Liga das Escolas de Samba, organizadoras do evento. A equipe contava ainda com sete viaturas.

De acordo com o major Marcelo Carnevale, os bombeiros estão preparados tanto para combater incêndios como para realizar eventuais resgates. Além de trabalhar nos dias da festa, eles realizaram a inspeção de toda a estrutura do sambódromo, como a fiscalização de hidrantes.

A atenção dos bombeiros é necessária porque os carros alegóricos são feitos com materiais que pegam fogo facilmente, ainda mais porque existem equipamentos elétricos a bordo. Umas das passistas do carro da Mancha Verde contou que o fogo pode ter começado com papel picado jogado ao ar pelo próprio carro e que teria caído em cima de uma lâmpada. "Esses carros contêm material altamente inflamável", contou um dos bombeiros, que pediu para não ser identificado e que acompanhou uma alegoria da escola de samba Mocidade Alegre na madrugada deste domingo.

Na Unidos de Vila Maria, Ricardo Okabe, integrante da diretoria social da escola, informou que existe uma brigada de incêndio no barracão da agremiação. E que essa mesma brigada acompanhou os carros da Vila Maria no sambódromo. "Seis pessoas estavam aqui para isso", disse. No caso da Tom Maior, a presidente da escola, Luciana Silva, disse que utilizou a estrutura local, que classificou como muito boa, e com isso já se sentia segura para entrar na avenida.




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