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Cartas

O Estado de S.Paulo

09 Janeiro 2008 | 02h 58

Mangueira precisa de boa adubação Resido na capital paulista e plantei, há dez anos, em meu pequeno quintal (7 X 2 metros), uma mangueira. A árvore, porém, está pouco desenvolvida: o tronco tem 40 centímetros de diâmetro por 5 metros de altura. Ela floresce anualmente, mas os poucos frutos que se desenvolvem mais secam após atingir o tamanho de uma azeitona. Nunca coloquei adubo, somente irrigo. Junto dela há uma pequena laranjeira, cujos frutos também não vingam. Frank Plazzio São Paulo (SP) O agrônomo Francisco Pinheiro Lima Neto, da Embrapa Semi-Árido, diz que é difícil dar um diagnóstico à distância. "Na mangueira, apenas parte dos frutos formados se desenvolve e amadurece. Parcela expressiva sofre um processo espontâneo de abscisão, a perda de parte da estrutura da planta." Entretanto, diz, outros fatores podem intensificar a abscisão dos frutos e comprometer a produtividade, como adversidades climáticas (temperaturas baixas durante o desenvolvimento dos frutos, chuvas excessivas e ventos fortes) e manejo inadequado (nutrição mineral insatisfatória). "Algumas doenças, como a antracnose, cuja incidência é maior em regiões úmidas, também podem provocar a queda prematura dos frutos", diz. Ele diz, ainda, que a laranjeira, cultivada no mesmo local e improdutiva, e o fato de nunca ter sido aplicado adubo desde a brotação da semente que originou a mangueira, levantam a hipótese da baixa fertilidade do solo como a provável causa da não-produção. "Alguns nutrientes são essenciais ao desenvolvimento dos frutos, como potássio (macronutriente) e boro (micronutriente). Portanto, recomendamos a realização de uma análise foliar e de solo." O Instituto Agronômico, em Campinas (SP), site www.iac.sp.gov.br, faz esses tipos de análise. O leitor pode enviar os resultados para a Embrapa Semi-Árido. Informações, tel. (0--87) 3862-1711 r. 150 e 151 ou e-mail labsolos@cpatsa.embrapa.br. Por que não há cana no Vale do Ribeira Tenho uma curiosidade sobre cana-de-açúcar. Por que todo o Estado de São Paulo cultiva, menos o Vale do Ribeira? Qual é a razão, além de não haver usinas na região? Susanna R. Dornelles Registro (SP) O engenheiro agrônomo Álvaro Sanguino, consultor da GAtec Gestão Agroindustrial, explica que, embora algumas variedades de cana-de-açúcar existentes hoje no Brasil tenham grande facilidade de adaptação aos mais diferentes ambientes de produção, o Vale do Ribeira ainda é considerado uma região inapta para o cultivo da cana, principalmente por causa das condições climáticas, relevo e tipos de solo. "Na região, há excesso de chuvas na época da maturação da cana-de-açúcar", afirma. Segundo ele, a cana produzida no Vale do Ribeira poderia ter até um bom desenvolvimento, mas não apresentaria os teores de açúcares desejáveis para a exploração econômica em larga escala. "Isso justifica a falta de interesse de usinas de se instalarem na região." Videira pode ser transferida de quintal Gostaria de saber se é possível fazer a transferência de uma videira de muitos anos. O que é necessário fazer? Essa parreira está no quintal da casa de um amigo, mas ele vai se mudar e queria ajudá-lo a levar esta recordação. A parreira sempre deu muitas uvas e está sempre linda. A casa fica em Ourinhos (SP). Cláudia Assad pretakodak@bol.com.br O professor da Unioeste, Rafael Pio, e o pesquisador do Instituto Agronômico (IAC), Edvan Alves Chagas, explicam que é difícil transplantar a videira, pois o sistema radicular da planta deve estar grande. "Mas a leitora pode tentar", dizem. A recomendação é esperar até julho, rebaixar a planta a 50 centímetros de comprimento, retirá-la da cova, lavar o sistema radicular, retirar o excesso de raízes e colocar na nova cova. Outra dica é fazer a propagação clonal ou vegetativa da parreira. Para isso, em julho, na época de poda, quando as plantas estão dormentes, deve-se coletar estacas de 25 centímetros de comprimento e enterrá-las em covas de 40X40X40 centímetros, na posição vertical, adicionando bastante matéria orgânica curtida (principalmente esterco de curral ou húmus de minhoca), deixando apenas 5 centímetros da estaca acima do solo. Depois, cobrir esses 5 centímetros da estaca com terra solta (friável). Tome cuidado em preservar a polaridade da estaca, ou seja, a parte da ponta da estaca deve ser mantida na mesma posição no momento de colocar na cova de plantio. Regue bem todos os dias e, quando surgirem as brotações, faça a sua nova videira. Contato pelo e-mail: rafaelpio@hotmail.com. Como afastar abelhas irapuás de bananeira Tenho algumas bananeiras no município de Cássia dos Coqueiros (SP). Os frutos, porém, bem desenvolvidos, têm rachaduras nas pontas, causadas por abelhas irapuás. Como devo proceder? Sérgio Donizeti de Faria Cássia dos Coqueiros (SP) O proprietário da SOS Abelha, Antônio Padovani Júnior, dá a dica de ensacar os cachos com sacos plásticos por quatro dias. "Depois, tire os sacos. Isso reduzirá bastante a incidência de abelhas no local. Se elas voltarem, repita o procedimento." Se isso não resolver, encontre a colméia e remova-a. Colete 20 abelhas e aprisione-as em um vidro com talco. Dez minutos depois, solte os insetos e veja a direção que eles tomaram. Ao descobrir o ninho (semelhante a um cupinzeiro, grande e escuro) destrua-o. "Com protetores auriculares e à noite, retire o ninho e quebre-o em pedaços." Os pedaços do ninho devem ser ensacados e levados a um local de mata e isolado (pelo menos a 1 quilômetro de distância)." As abelhas buscarão outro lugar para formar nova colônia. Tel. (0--11) 4221-6690. Onde comprar mudas de cambuci Onde posso encontrar mudas de cambuci? Dirceu Gonzaga do Couto Itaberá (SP) O cambuci, Campomanesia phaea, é nativo da mata atlântica, sobretudo da Serra do Mar e do planalto paulista. O Instituto de Botânica de São Paulo dispõe de mudas de cambuci. Endereço: Avenida Miguel Stéfano, 3.687, Bairro Água Funda, São Paulo (SP). O telefone para informações é o (0--11) 5073-6300, site www.ibot.sp.gov.br. Leitora quer livro sobre eucalipto Na edição do dia 12 de dezembro, foi publicado artigo sobre a obra O eucalipto - um século de Brasil, lançada pela Duratex em comemoração ao cinqüentenário de sua fundação. Conforme mencionado na matéria, mais informações seriam obtidas no site da empresa. Ocorre que venho tentando um contato via site para a aquisição da obra, tenho enviado e-mails, porém sem resposta. Denise A. Gorab Leme São Bernardo do Campo (SP) O livro O Eucalipto - um século de Brasil foi produzido por encomenda da Duratex e as solicitações podem ser feitas com a sra. Cristina, pelo e-mail: maria.panvequi@duratex.com.br. A obra, que resgata a história da principal árvore utilizada em reflorestamentos, com 3,5 milhões de hectares cultivados, é de autoria do professor da Esalq/USP Luiz Ernesto Barrichelo e do jornalista Luiz Roberto de Souza Queiroz.

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