Cartas - 03/07/2010

COPA DO MUNDO

03 Julho 2010 | 03h59

Holanda 2 x 1 Brasil

Os súditos da rainha Beatriz Guilhermina Armgard honram o seu país. Aos anões do Dunga resta o beija-mão no Palácio do Planalto e, por favor, não se esqueçam dos bonezinhos, pois o inquilino atual adora.

GUTO PACHECO

daniguto@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

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Eles merecem

Depois de 12 vitórias seguidas (oito nas eliminatórias e quatro na Copa), e agora a 13.ª sobre o Brasil, a Holanda segue firme para a 14.ª e a 15.ª vitórias para, finalmente, ser campeã mundial. Torço para isso, eles merecem!

JOSÉ EDUARDO VICTOR

je.victor@estadao.com.br

Jaú

 

 

 

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O ingresso de Cruyjff

Johan Cruyjff, o ex-jogador da seleção holandesa, é um sábio. Sabe onde gastar o seu salário. Economizou para assistir a coisa mais decente. Em tempo: Ronaldinho Gaúcho, Paulo Ganso, Roberto Carlos e outros preteridos devem estar numa lágrima só. De tanto rir.

ANTONIO FERNANDO FERREIRA

rdseg@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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Celeste x Estrelas Negras

Parabéns a Gana e ao Uruguai. Mas, principalmente, meus parabéns ao jogador Suárez. Ser expulso para o bem do seu time foi um exemplo, pois não havia outra possibilidade. Quanto ao jogador brasileiro Felipe Melo, só posso dizer que lamento muito a sua deplorável atitude.

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

 

 

 

 

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Lição para 2014

E aí, Dunga? Não é só comprometimento que faz um grupo campeão. O que faz um grupo campeão é garra, humildade, estabilidade emocional e, principalmente, FUTEBOL! Que sirva de lição para 2014!

ANTONIO MARTINS FILHO

antonio@telecris.com.br

São Paulo

 

 

 

 

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Marechal da Derrota

Não podemos creditar a derrota apenas à inexperiência do técnico Dunga. E o chefe da delegação, Andrés Sánchez? Nunca conseguiu vencer um torneio internacional, mas é colocado como líder máximo no mais importante campeonato do mundo. É o Marechal da Derrota.

PEDRO PAULO COUTO

pedropaulocouto@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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Razão

O mais racional é não procurar culpados. Era ganhar ou perder. Perdemos.

ARCANGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

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Quem não faz toma

O Brasil jogou um bolão no primeiro tempo e se o chute de Kaká - que foi na "gaveta" e o goleiro defendeu e mandou para escanteio - tivesse entrado, o resultado final teria sido outro. É um velho chavão, mas funciona: quem não faz toma. A expulsão de Felipe Melo foi a gota d’água, e aí a culpa foi do treinador, que não fez antes a substituição. No segundo tempo a Holanda dominou o jogo e vale dizer: até agora, na Copa, está invicta. Estará fatalmente na final.

OLYMPIO F. A. CINTRA NETTO

ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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Verdadeira cara

O Brasil não jogou mal só no segundo tempo contra a Holanda. Foi um time, no máximo, mediano e pouco convincente desde o início da Copa. Mal montado e mal conduzido. Na adversidade, mostrou a sua verdadeira cara.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

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E a torcida? Ah, a torcida...

Adoramos criticar o Beckham e o Cristiano Ronaldo por seu exibicionismo, mas o que esta Copa mostrou é que não há ninguém mais egocêntrico que jogador brasileiro. A torcida, para eles, está lá exclusivamente para aplaudir e apoiá-los. Se vencem, ainda se permitem, no meio das comemorações, levantar um braço e fazer um aceno em direção a alguns torcedores. Se perdem, como ontem, simplesmente viram as costas e saem de campo. Grosseiramente, ignoram homens, mulheres e crianças que viajaram milhares de quilômetros para apoiá-los. São incapazes de fazer um agradecimento, um gesto de reconhecimento aos milhares que torceram por eles e agora sofrem. Narcisistas, querem só se esconder no vestiário e começar a construir explicações que, no fim, provarão que a culpa, como sempre, foi de alguém que no momento não se encontra presente. A torcida? Ah, a torcida que vá torcer pra quem quiser... Uma lástima.

ODILON TOLEDO

odilonto@terra.com.br

Belo Horizonte

 

 

 

 

 

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Choro

Daniel Alves, obrigado por seu choro. O único jogador humilde e capaz de derramar lágrimas pela sua seleção.

PAULO CÉSAR PIERONI

pcpieroni@hotmail.com

Campinas

 

 

 

 

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Desclassificação

A verdade é uma só: a única seleção brasileira que ganhou sem treinador foi a de 70, mas contava com muitos craques de verdade, e não um bando de esforçados e comportadinhos. Seleção está no nome, deve-se convocar os melhores, a começar pelo treinador. Ganhar da Coreia do Norte no sufoco, da Costa do Marfim com a colaboração do árbitro e empatar com Portugal naquele joguinho medíocre só podia dar nisso quando enfrentasse um time mediano. Na minha opinião, hoje teremos a final antecipada entre Argentina e Alemanha.

MARCOS JOSÉ DE FREITAS E SILVA

marcosjfreitas@uol.com.br

Praia Grande

 

 

 

 

 

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Nem tudo está perdido

Ainda sobrou a Argentina para a gente torcer contra.

SERGIO S. DE OLIVEIRA FILHO (a pedido)

marisanatali@netsite.com.br

Dallas, Texas, EUA

 

 

 

 

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Alemanha x Argentina

Sou Alemanha desde pequenino!

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

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"Laranja madura na beira da estrada tá bichada, Zé, ou tem marimbondo no pé..."

OSCAR ROLIM JÚNIOR / ITAPEVA, SOBRE A ELIMINAÇÃO DA SELEÇÃO BRASILEIRA NA COPA

rolimadvogado@ibest.com.br

 

 

 

"É, o Brasil levou uma tamancada da Holanda"

MOHAMED ABDALLA KILSAN / SÃO PAULO, IDEM

kilsanabdalla@terra.com.br

 

 

"Depois da derrota, resta torcer para a Argentina e ver o Maradona correr pelado em Buenos Aires"

FREDERICO FONTOURA LEINZ / SÃO PAULO, SOBRE O JOGO DE HOJE CONTRA A ALEMANHA

fleinz@terra.com.br

 

 

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TEMA DO DIA

Brasil toma virada da Holanda e sai da Copa

 

Após dominar o 1º tempo, seleção perde controle emocional; Felipe Melo fez gol contra e foi expulso

 

"Não precisamos de guerreiros, mas de craques com liberdade. Quem sabe, nosso futebol volte a ser alegre e ganhador."

JOÃO ANDRADE

 

"A derrota do Brasil foi providencial para preparar o País para a Copa de 2014. Afinal, não vamos querer repetir 1950."

ROGÉRIO GONÇALVES

 

"Tudo por causa daquele Felipe Melo. Além de ter feito gol contra, ficou agressivo e tomou cartão vermelho com razão."

DANIEL FAVORETTO ROCHA

 

 

 

 

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o Estadão.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

ELIMINAÇÃO DO BRASIL

Que vergonha o Brasil, hein? O que falta ao time do Brasil é RAÇA, RAÇA e mais RAÇA!!! O Brasil é muito confiante no seu talento e se esquece de ter raça, vontade de defender a camisa de seu país. Sempre é assim, por isso de vez em quando o Brasil passa por esses vexames. O Brasil poderia pegar os exemplos de Argentina, Uruguai e até mesmo do Paraguai no que se refere à raça, à vitalidade, à garra. O que sobra no Brasil em técnica e habilidade falta em disposição para lutar. A sua autoconfiança é tão grande que, quando levam um gol, como o primeiro, ontem, da Holanda, ficam todos abalados emocionalmente, sem nenhum controle, perdendo o rumo do jogo.

Se o Brasil quiser mesmo voltar a ser um grande time, tem de investir muito em garra, disposição para lutar até o fim, além de trabalhar muito a parte psicológica e emocional de seus jogadores, pois hoje o futebol é a mistura de tudo isso. Não é só com talento que se ganha jogo, não mesmo.

Pensem nisso, senão na próxima Copa do Mundo, aqui, no Brasil, vai acontecer a mesma coisa que está sempre acontecendo (ele será eliminado bem antes de querer).

Insisto na mesma tecla: o Brasil deve ter a mesma garra de nossa hermana Argentina, senão ela vai terminar passando da gente...

 

Clarke Rodrigues de Souza ckrsz@yahoo.com.br

Fortaleza

 

 

 

 

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CURTO-CIRCUITO

Não deu. E está aberta a temporada de caça aos culpados. O rol é vasto: a) A Jabulani errática e insubmissa; b) a convocação de um elenco contestado e em má fase; c) a filosofia defensiva, a contrariar as tradições do futebol brasileiro; d) o mau momento de Luis Fabiano e o péssimo de Kaká, que pouco fez no torneio, não marcando um único gol em cinco jogos; e) a pressão insana de 190 milhões pelo hexa; f) o árbitro oriental, que permitiu as simulações da laranja mecânica; g) o curto-circuito nos nervos da equipe canarinho, em particular no segundo tempo contra a Holanda; h) o temperamento explosivo de Felipe Melo, que ganhou merecido vermelho no jogo da eliminação; i) a contusão de Elano e seu prematuro afastamento da equipe; j) a decepção com Michel Bastos, que pouco rendeu para o time; k) a má sorte no choque de Julio Cesar contra Felipe Melo que redundou no gol contra; l) a boa qualidade do time de Sneijder, Robben, Kuyt & Cia., invicto há dois anos... E por aí vai. Dirão ainda os mais supersticiosos que entre os motivos estaria o indefectível pé-frio do presidente Lulla - que, em má hora, recebeu a seleção no Alvorada, antes da viagem à África - e até mesmo do Mick Jagger, presente ao estádio (já havia torcido, antes, pelos EUA e Inglaterra e esses times perderam). Razões deste e do outro mundo à parte, restou adiado o sonhado sexto título para 2014, desta vez em terra tupiniquim. Noves fora, fica o consolo de que pelo menos a selecionada de Lulla não vai ser beneficiada com esse revés em terras africanas. A quelque chose malheur est bon...

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

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DERROTA BRASILEIRA

 

 

Fiquei mais fã do Dunga depois que ele conseguiu manter a privacidade da seleção e em função disto houve o que se pode dizer com todas as letras uma verdadeira concentração. Mas, como nem tudo é perfeito, ele demonstra à beira do gramado uma intranquilidade emocional que deixa os jogadores instáveis nos momentos mais difíceis da partida, como no jogo com a Holanda. Mesmo enquanto o Brasil ganhava ele demonstrava muita irritação com a falta de experiência do juiz. Assim, o próximo técnico da seleção deve ter as virtudes do Dunga, bom conhecimento, boa experiência e, sobretudo, aquela serenidade do técnico da Holanda o jogo inteiro. Seria pedir muito num país onde as paixões levam as pessoas a cair do céu ao inferno e subir do inferno ao céu em questão de minutos?

 

 

Luiz Antonio da Silva lastucchi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

 

 

 

 

 

 

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AMOR E DEDICAÇÃO

Meu desejo neste momento é abraçar cada um destes 23 heróis brasileiros, mais o Dunga e o Jorginho.

Perdemos, e isto é muito triste, mas estes jovens resgataram a honra de jogar na nossa seleção e o fizeram com amor e dedicação como não via faz muito tempo.

Fernando Ulhôa Levy foulevy@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

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DEU A LÓGICA

Ainda bem, a mentira tem pernas curtas. O suposto "técnico" fashion, inventado pela CBF, esbaforiu, chutou a grama e o ar, pulou feito macaco e não convenceu, nem venceu. A empáfia, a arrogância, a falsa humildade, que se revelou desequilíbrio vergonhoso aos olhos do mundo, demonstrou que torcida e imprensa especializada acertaram quando criticaram sua incompetência em convocar e escalar, bancado pelo chefão da máfia futebolística nacional, aquela mesma que ferrou o Morumbi para viabilizar o Piritubão lulo-corintiano.

Teimar em manter aquele desequilibrado Felipe Melo, já testado na insanidade perante Portugal, foi a gota d’água, o golpe suicida do megaburro que frustrou todos os brasileiros. A máscara caiu, a prepotência que recobria a incompetência desabou e, vê-se agora a face dura e cínica do burro inventado que morreu na praia, ao custo de toda a vergonha dos brasileiros, acostumados que estão a ser campeões, com mérito. Um timinho ridículo, moldado a sua imagem e caráter, só poderia trazer um fiasco, a cara do Dunga. Seus Dunguinhas refletiram o mestre, até Kaká e Robinho se transtornaram em agressores, desequilibrados. Que a mácula Dunga suma do futebol, ele, que é a Dilma do futebol, representa o engodo, a farsa, a imposição do incompetente por sobre os bons. Que esta derrocada anunciada se confirme nas eleições, os peões são iguais, a mutreta é a mesma. O brasileiro precisa aprender a corrigir o erro antes do desastre. E que a viagem de Lula ao final da Copa seja proporcionalmente frustrante tanto quanto o foi para os torcedores crédulos e pagantes deste imenso circo que está ruindo por todos os lados.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

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PONTO DE VISTA

23 futebolistas deixaram de ganhar R$ 1 milhão cada. Que pena.

Segundo o maior treinador de futebol da atualidade, José Mourinho, quando o seu time ganha, quem ganha são os jogadores. Quando o seu time perde, é ele que perde.

Para Dunga, a responsabilidade da derrota é de todos e as vitórias são sempre dele.

Arlindo Araújo Gomes da Costa araujodacosta@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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CHORO BRASILEIRO

A prepotente Confederação Brasileira de Futebol (CBF), dirigida pelo sr. Ricardo Teixeira, com sua comitiva de mui amigos, bem remunerados, para pagar os badalados craques do zangado Dunga, capengueando, chegaram aos trancos e barrancos até as oitava de finais. Fim da picada! A Holanda fez o povo brasileiro chorar, está chorando. E a turma da CBF e seus amigos estão rindo e com os bolsos cheios, sabendo que daqui a quatro anos tem mais.

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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MEDIOCRIDADES

 

Quando da convocação da seleção pelo técnico Dunga, fiz a seguinte avaliação em carta ao Estadão: "Um sujeito medíocre, uma convocação medíocre". Agora, cabe complementar: um resultado medíocre.

José Benedito Napoleone Silveira nenosilveira@aim.com

Campinas

 

 

 

 

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O POVO NÃO MERECE...

Somem-se prepotência, arrogância, ufanismo sem propósito, rabugice, falta de preparo físico e emocional, soberba, onisciência, mentiras e, principalmente, falta de talento individual. Resultado: Brasil eliminado.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

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Um JOGO, duas DERROTAS

Mais uma vez o povo brasileiro sofre e se vê frustrado, agora no futebol, como se não bastasse com os maus políticos. As vuvuzelas se calaram, os apitos e os joguetes também, porém as derrotas foram merecidas, porque não tivemos futebol para vencer a forte Holanda. Primeiro, pela saída errada do maior goleiro do mundo, Julio Cesar, que trombou com o violento cabeça-dura Felipe Mello, que marcou o gol contra e, depois, simplesmente pediu desculpas pela falha no lance, tapou o sol com a peneira.

A seleção, com toda a estrutura de psicólogos, terapeutas, jornalistas, assessor de imprensa que nunca abriu a boca, perdeu a oportunidade de ajudar o Dunga, que também errou ao querer resolver tudo sozinho, peitando inclusive a imprensa. Daí, deu no que deu.

O renomado escritor Augusto Cury estava lá para dar força psicológica, porém se esqueceram de dizer isso ao Felipe Melo, o trabalho de Gandhy, já que com 32 câmeras da Fifa instaladas por todo campo resolveu bater e pisotear o jogador da Holanda. Não deu outra, foi embora mais cedo e prejudicou o Brasil. E perdemos o jogo.

 

Volta pra casa Brasil....

 

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

 

 

 

 

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MÍDIA ESPORTIVA

Desejo expressar o que vi nestes quatro últimos anos e o trabalho de Dunga na seleção brasileira de futebol. Dunga foi muito competente, testou muitos jogadores, trabalhou "comme il faut", mas não conseguiu o hexa, que todos queriam (eu inclusive). Elogio o seu trabalho, como o de seus comandados. Fez ele muito bem ao não expor os jogadores à mídia esportiva, especialmente à Rede Globo, que se julga dona da Copa, e alguns de seus jornalistas que só sabem criticar, mas, infelizmente, pouco entendem de futebol. O trabalho do técnico foi muito bem feito, e, como sempre, os midiáticos do esporte criticam, o que não é novidade. Conseguimos um resultado que veio desse trabalho, melhor do que o da Copa que ganhamos nos EUA, que terminou numa cobrança de pênaltis e, após, numa gastança em compras por parte da delegação, que nem ao menos pagou os impostos alfandegários. Nesta Copa as desavenças entre jornalistas da Globo e Dunga deram o que falar, mas o treinador estava preservando e deixando os seus comandados ligados, e sem "reportagens especiais" para uma emissora. Por sua vez, Galvão deveria, ganhando muito mais do que Dunga, aposentar-se e nos deixar livres de suas narrações, em que sempre erra o nome tanto de jogadores como de corredores da Fórmula 1. Casagrande foi um bom jogador, mas como comentarista, nota Zero. Vi os jogos e os verei até o final, pela SPORTV (também da Globo), que tem profissionais muito mais gabaritados, a começar por Milton Leite, um excelente narrador, e o comentarista José Vasconcellos, para mim, o mais equilibrado, esses citados apenas como referência de uma excepcional equipe, a melhor na cobertura desta Copa. A Globo aberta deixou muito a desejar, o técnico que queria fazer um trabalho a seu modo e não o deixavam, daí a explosão inesperada (irritação de Dunga). Toda a equipe apoiou o técnico e não serão uns poucos (cala a boca, Galvão) que desmoralizarão o trabalho de Dunga. E, sabemos, ganhar ou perder faz parte do esporte. Que a Globo aprenda essa lição e que o jornalismo esportivo seja um pouco mais gabatirado daqui para a frente. Parabéns a Dunga e sua equipe, que lutaram, perderam, mas não desonraram o nosso futebol.

Carlos Eduardo de Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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DERROTA PREVISTA E DEMAIS COMEMORADA

A televisão deveria ter mais respeito pelos telespectadores, não exagerando com notícias do tipo: "Diretamente de Johanesburgo nossa repórter..."

Gente, além de suportar o Dunga com o seu jeito emburrado - e burro -, agora vamos ter de engolir notícias de uma Copa onde só fizemos mistério e obtivemos todo o fracasso. Como já referido no famoso best-seller americano "Marketing de Guerra", perdedores dão entrevistas para os jornais, vencedores contam piadas.

Não seria a hora de as televisões entrevistarem os vencedores de diversas modalidades da vida esportiva, econômica, social, trabalhista, política, como uma TV deveria ser?

Prefiro a imprensa escrita.

 

Decio de Almeida bdfpartners@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

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FORA DA COPA

 

Se o Brasil fosse a França da "liberté, egalité et fraternité", Ricardo Teixeira estaria ferrê.

Sergio S. de Oliveira marisanatali@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

 

 

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TRISTEZA E TRISTEZAS

Ouvi de um repórter: "Depois desta sexta-feira triste..." E me fez pensar. Desejo a este povo que esta sexta-feira triste seja a mais triste dos próximos 150 anos. Do fundo do meu coração.

P.S. - Eu vivi na Áustria durante a ocupação nazista, escapei do Holocausto, passei a guerra sob bombas, com meu filho todas as noites no abrigo antiaéreo, meu marido e meu pai lutando no Exército inglês.

Helga Szmuk helgasz@uol.com.br

Florianópolis

 

 

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CAMPANHA DO HEXA

 

 

Perder é normal em qualquer esporte, sempre existirão vencedores e perdedores. Agora, existem técnicos que são verdadeiros líderes, sabem comandar uma equipe, motivar seus atletas, mesmo sendo autoritários - relembrem o Felipão em 2002. Outros são arrogantes, autoritários, não sabem como se comportar em público, confundem má educação com poder, pensam que ter opinião é ser do contra. Ontem, contra a Holanda, olhando para o banco de reservas, via-se claramente o resultado da petulância do nosso técnico anão: ninguém à altura para substituir os titulares. E agora? Esperamos mais quatro anos e teremos a nossa Copa (pelo menos em nosso país), mas fica desde já o alerta: FORA, DUNGA!!!

 

 

Antonio Celso D. Moreira mtmoreira@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

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SAUDADES...

 

O resultado já era esperado, afinal, faz tempo que sabemos que o técnico é fraco, apesar de a imprensa especializada ter-se iludido com os resultados das Copas das Confederações e América.

Tratar um grupo de atletas, muito mal escolhido, para disputar uma competição de alto nível como uma família, um grupo fechado, cá entre nós, é uma maneira rudimentar, superficial e simplista de preparo. Se isso fosse parte de um contexto maior, tudo bem, porém o grupo era tudo o que tínhamos.

Não bastasse isso, causou indignação assistir às entrevistas pós-jogo. Vi um grupo devidamente instruído por seus assessores de imprensa falando a mesma coisa, com a voz respeitosamente baixa, de forma tristonha e com a cabeça jogada de lado para mostrar pesar pelo ocorrido.

Isso não foi suficiente para encobrir as vaidades de um grupo que nessas entrevistas, na tentativa de explicar o vexame, já ostentava vistosos bonés customizados, reluzentes brinquinhos de brilhantes e cabelos caprichosamente desarrumados.

Que saudades das Copas passadas, inclusive das perdidas. Éramos representados por homens e atletas de verdade.

Antonio Carlos Fiore fiorealendaviva@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

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PARABÉNS, HOLANDA

 

Seleção brasileira, composta de jogadores medíocres, Dunga prepotente, Teixeira mafioso, Lula pé-frio, Galvão ridículo, a palhaçada acabou. Nem precisou da Argentina. Bandeiras do Brasil só em 2014.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

 

 

 

 

 

 

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AQUI SE FAZ AQUI SE PAGA

Dunga não convocou os dois melhores jogadores brasileiros: Paulo Henrique Ganso e Neymar. Porém chamou o atleta eleito o pior jogador do Campeonato Italiano: Felipe Melo. Como se não bastasse, o treinador cegou e amordaçou a imprensa, demonstrando empáfia única. Além disso, através da mesma mídia, que detesta, o técnico tentou limpar a barra dele, esperando comover nosso país, aproveitando da situação decorrida pelo estado de torpor em que o pai dele se encontra. Não conseguiu sensibilizar ninguém e ainda por cima está fora da Copa.

Rejeitado dos Anzóis Pereira umrejeitado@gmail.com

São Paulo

 

 

 

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MEU DEUS!

Um Dunga, 11 Sonecas e 190 milhões de Zangados!

É mole ou quer mais?

 

Silvano dos Reis Correa ammrc@terra.com.br

Belo Horizonte

 

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MÃO NO BOLSO

 

No dia em que o Dunga não tirou a mão dele do bolso diante o nosso presidente, foi selada a derrota da nossa seleção. Esse desrespeito do treinador nacional diante do soberano do Brasil, uma nação que ama o futebol, foi uma falha esportiva muito, muito grave e castigou, infelizmente, todos os nossos jogadores valentes.

Michael Peuser mpeuser@hotmail.com

São Paulo

 

 

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O RESPONSÁVEL

 

Dunga foi responsável pela eliminação do Brasil da Copa do Mundo de Futebol, visto que não convocou jogadores decisivos como o Ganso, Neymar e Ronaldinho. Levou jogadores já extremamente extenuados e ainda por cima deu dois dias de folga em 40 dias de trabalho. Desse jeito ninguém aguenta, portanto, não precisamos ser psicólogos para entender que os atletas não viam a hora de ir embora da África do Sul e rever os seus familiares. Afinal, ninguém é de ferro.

José Luiz Martin jlmartin@estadao.com.br

São Paulo

 

 

 

 

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CULPA DA MÍDIA

 

De quem é a culpa pela derrota na Copa? Tem culpado? Tem!

A GRANDE MÍDIA, que ficou calada e aceitou que os cartolas da CBF indicassem para ser técnico da seleção brasileira alguém que NUNCA havia exercido essa função... E como ex-jogador da seleção tinha seus desafetos e seu perfil de jogador "retranca".

No Brasil é assim, capitanias hereditárias, João Havelange por décadas, depois o seu genro Ricardo Teixeira...

É preciso REAGIR e cobrar uma postura MAIS DECENTE dos CARTOLAS DA CBF !!!

 

Armando Moraes Delmanto adelmanto@hotmail.com

Botucatu

 

 

 

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A FESTA ACABOU

 

Será que foi a cor laranja que desnorteou o "fabuloso"? Contra Portugal ele já não tinha jogado nada. Por que o deixaram em campo?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

 

 

 

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ESTAVA PREVISTO

Há dias que tudo dá errado. A nossa seleção começou bem, um ótimo primeiro tempo, que só não foi melhor em razão de um pênalti sobre o Kaká não marcado. No segundo tempo entregamos o gol de empate para a Holanda por falha dupla do Julio Cesar e do Felipe Melo. Depois do segundo gol da Holanda, os nossos jogadores perderam o controle emocional, com a expulsão justa do Felipe Melo. Mais uma vez a péssima arbitragem, que ficou evidente durante toda a Copa até a desclassificação do Brasil. É pena, mas a nossa seleção continua a única PENTA. Estava previsto, a seleção passou por Brasília para receber o apoio do também conhecido "pé-frio", com "aprovação popular" de 78%, que agora deverá cair, e não poderá usar a Copa do Mundo de Futebol na África com fins ELEITOREIROS. Resta-nos uma esperança, se conseguirmos realizar a próxima Copa em 2014.

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

 

 

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COISA DE LOUCO!

O jogador Felipe Melo (que não se perca pelo sobrenome) não pode ser crucificado pela derrota do Brasil diante da Holanda, simplesmente porque é inimputável. Sua expulsão foi coisa de louco, corroborada por seus antecedentes psíquicos. É caso de analista, ao qual deve ser enviado urgentemente, junto com os que o convocaram e escalaram para os jogos da Copa.

 

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@mail.com

São Paulo

 

 

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DESCONTROLE

Já fizeram alguma vez um eletroencefalograma no Felipe Melo?

 

Panayotis Poulis ppoulis@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

 

 

 

 

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2014

Após a farra de 2006 e a clausura de 2010, teremos a Copa Mundial da corrupção.

E um dos patrocinadores até já tinha pronto um comercial da derrota...

 

Daniela Selingardi danipsi_9@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

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CHORADEIRA

Agora que o Brasil foi eliminado não adianta criticar o Dunga e a comissão técnica.

Por que não criticaram antes e durante a Copa? Antes dos jogos?

Vamos mudar esse discurso.

Será que os jogadores, toda a seleção, terão a dignidade e honra de voltar ao Brasil, fazer uma coletiva todos juntos e agradecer ao sofrido povo, como fizeram as seleções do Chile e do Japão?

Vão falar que eles foram longe demais se classificando nas oitavas, como que nunca conseguiram.

Será que é nossa arrogância?

Celso Nascimento celso@directasa.com.br

São Paulo

 

 

 

 

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O MAIOR PÉ-FRIO DO MUNDO

Deu no jornal: "Lula começa viagem de dez dias pela África nesta sexta-feira". O maior pé frio do mundo entrou em ação e a seleção brasileira já era.

 

M. Cristina da Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

 

 

 

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LULA DÁ AZAR

Ricardo Teixeira foi imprudente. Não acreditou no que aconteceu com Fluminense, Corinthians e Daiane e arriscou. A seleção, no caminho para a África, por exigência do Lula, fez um pit stop em Brasília e ficou contaminada de azar. É voz corrente que o presidente é pé-frio. Ricardo Teixeira não acreditou e deu no que deu: fomos alijados da Copa do Mundo.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

 

 

 

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O FIM DO BRASIL

Antes do inicio da Copa eu escrevi para este espaço que a seleção não iria longe, pois a delegação passou em Brasília e pediu a bênção do pé-frio (Lulla). O Corinthians, quando ganhou a Copa Brasil, depois que voltou passou lá e o time nunca mais foi o mesmo. Agora só falta o poste (Dilma) se ferrar também. E por último: CALOU A BOCA, GALVÃO? ONDE TÁ VOCE FÁTIMA? Imaginem elle chegando à África com cara de bobo.

 

José Saez jsaez2007@gmail.com

Curitiba

 

 

 

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DESONRA

Nenhum brasileiro deve ficar triste com a derrota da seleção.

Se o Brasil fosse campeão com este timinho, seria uma desonra

o fato de Deus interceder por nós.

Gilberto Lima Junqueira glima@keynet.com.br

Ribeirão Preto

 

 

 

 

 

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Ê, Ô, Ê, Ô, O BRASIL AMARELOU!

Cadê o Luis Fabiano, com aquele sorriso idiota na cara?

Quando o jogador de futebol brasileiro se tornar um cara humilde, quem sabe seremos hexa.

Truculência não ganha nada.

Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

 

 

 

 

 

 

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ZICA

E não é que o Mick Jagger, a quem o Galvão pediu para torcer muito, estava lá?

Luiz Felipe Rosa lfelipebarros@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

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VOLTANDO PRA CASA

O grave problema de nossos técnicos e jogadores de futebol é mesmo não saberem, precisamente, o significado das palavras.

O Zagallo, em 1974 na Alemanha, supôs que TETRA era ser o 4.º colocado. E chegou lá!

Agora o Dunga imaginou alcançar o HEXA caso a "seleção" se posicionasse no 6.º lugar.

E por falar em se saber fazer a correta "leitura do jogo", essa turma toda é mesmo "anarfa".

Ernesto Luiz Varela elvarela@terra.com.br

São Bernardo do Campo

 

 

 

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HOLANDA

 

A Holanda não vinha recebendo atenção da mídia. Tinha ganho todos seus jogos, e bem. O Brasil, bem, o Brasil não convenceu... e precisou de uma "mãozinha". Ou melhor, de duas. A Holanda mereceu a vitória. E espero que dispute contra a Alemanha a final, reeditando 74. Já que lá a arbitragem favoreceu a Alemanha, dona da casa, desta vez a Holanda poderia vencer por 1 x 0, de pênalti roubado e as câmeras mostrando tudo, já que a Fifa não quer consultas por vídeos, pelos árbitros. Sem antes a Alemanha derrotar nossa vizinha Argentina, com gol de mão de Klose, as 32 câmeras dando "close", e os argentinos reclamando com razão, mas também não conseguindo reverter o lance. Afinal, já imaginaram se os "hermanos " vencem e o "Dona Mara" resolve sair mesmo às ruas mostrando sua "vuvuzela"? Grotesco. Desta vez, ia querer as câmeras desligadas.

 

 

 

Denis Schaefer schaeferdenis@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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ESTOU TORCENDO PELA LARANJA

 

Sou brasileiro e tenho orgulho disso.

Sou apaixonado por futebol desde pequeno.

Nasci em 1970 e logo "fui" tricampeão. Como todo brasileiro, senti-me roubado em 1978 quando saímos como sendo a seleção intitulada campeã moral. Chorei em 1982 com a desclassificação da melhor seleção brasileira que já vi jogar. Vibrei em 1994 e em 2002 com o tetra e o pentacampeonatos, respectivamente.

Em todas as Copas do Mundo de Futebol o Brasil se transforma e tudo vira festa. É fácil ver esperança nos olhos das pessoas e ouvir promessas. A revolução é tão grande que faz bandeiras esquecidas nas gavetas surgirem nas janelas, nas escolas, nos carros, em todas as partes. Acredito que o brasileiro se torna mais brasileiro de quatro em quatro anos apenas por causa do futebol. Como disse o treinador italiano Arrigo Sacchi, "futebol é a coisa mais importante dentre as menos importantes da vida".

O futebol já parou guerra no próprio continente africano (no transcorrer de guerra civil na África em 1969, para que Pelé e o time do Santos F. C. transitassem em segurança entre Kinshasa e Brazzaville, as forças rivais declararam a interrupção das agressividades, chegando a ocorrer, numa região de fronteira, a transferência da delegação sob tutela de um Exército para o outro) onde atualmente é disputado o mundial. É certo também que a guerra já parou não só o futebol, mas também os Jogos Olímpicos (a 2.ª Guerra Mundial impediu as disputas das Copas de 1942 e 1946 e os Jogos Olímpicos de 1940 e 1944).

Neste ponto você deve estar se perguntado o que tudo isso tem que ver com título deste texto.

O fato é que não gosto de hipocrisia. Não gosto de falsa devoção. É bem verdade que no Brasil se mistura-futebol com política e por isso mesmo me sinto com liberdade para traçar meu pensamento da forma que vou expor.

Enquanto a bola rola na África, por aqui o País praticamente para. Saímos de casa mais tarde ou chegamos mais cedo. Os bares ficam cheios. Enquanto isso, a vida não para. As enchentes continuam provocando mortes. Os políticos continuam empregando parentes, aprovando projetos para benefício próprio e escondendo dinheiro na cueca. As balas perdidas continuam sendo risco para os inocentes e as prisões estão superlotadas. Alguns empresários sonegam impostos. Tudo isso entre muitas outras coisas que envergonham e revoltam os mais sensíveis e as pessoas com bons valores éticos e morais e que não conseguem tomar proveito de lucrar algum a mais de uma forma avessa de como as coisas realmente deveriam ser.

No futebol, nesta Copa estou torcendo pela Holanda desde o início. Quando perguntado por amigos como eu achava que seria o jogo do Brasil, em todos os jogos eu disse: não sei, estou torcendo pela Holanda. Obviamente, isso provocava questionamentos e provocações. Muitos não me levaram a sério e acharam que eu estava brincando. Essa foi uma forma pessoal que encontrei para fazer um protesto branco, ou melhor, laranja. Um protesto silencioso e sem vuvuzelas. Uma forma de protestar para fazer pensar e para que não se confunda título mundial de futebol com desenvolvimento, progresso, qualidade de vida, etc...

Se juntasse os "laranjas" do Brasil para torcer para a Holanda, daria uma grande torcida que poderia ter uma força e tanto, mas sinceramente dispenso estes maus "torcedores".

A luz para escrever este texto veio porque o último adversário do Brasil foi justamente a Holanda, seleção pela qual continuarei torcendo neste mundial. Desta forma me senti na obrigação de explicar melhor minha devoção pela seleção holandesa nesta Copa. Será que deixei de ser brasileiro? A resposta é não. Sou mais brasileiro que nunca. Sou um brasileiro que quer ver mudanças e outros títulos importantes conquistados para o País, e não apenas no futebol. Sou um brasileiro que vai ao Capão Redondo, a Paraisópolis e a outras comunidades para fazer trabalhos sociais há mais de 20 anos e que sabe das necessidades daqueles que têm menos oportunidades. É verdade que a maioria dos jogadores de futebol saiu de comunidades muito pobres, como as que citei, mas são minoria os que têm esta oportunidade. Muitos outros jovens não têm sequer a oportunidade de inserção social e de se tornar cidadãos com formação escolar e com bons valores éticos e morais que possam lhes proporcionar um futuro melhor, um emprego, uma moradia digna, água encanada, luz que chegue a sua casa e que não seja através de "gatos", entre tantas outras coisas necessárias para terem o mínimo de conforto e qualidade de vida.

Quando o Pan foi realizado no Brasil, em 2007, escrevi um texto que contava exatamente que desde que nasci ouço dizer que o Brasil é o país do futuro, mas nunca me disseram se esse futuro era bom ou ruim. Mas sempre fui otimista e lutava para que o futuro fosse bom. Dizia ainda que era contra (continuo sendo) a realização da Copa de 2014 e também da Olimpíada de 2016 no Brasil, por acreditar que há muitas outras coisas a serem feitas com dinheiro público para gastar em construção de elefantes brancos, a exemplo do Pan no Rio, que tinha um orçamento inicial de R$ 500 milhões e foram gastos R$ 4 bilhões. O que o gasto deste dinheiro do Pan, da Copa ou ainda da Olimpíada trará de benefício para as comunidades que citei e que ficam na cidade mais rica do País? Imaginem para as regiões Norte e Nordeste.

Além disso, querem fazer estádios novos, pois reformar um estádio custa bem menos. E aí como é que faz para garantir a divisão do "por fora"? Faltam quatro anos para a Copa no Brasil e três anos para a Copa das Confederações, que servirá de ensaio para o Mundial. Assim como em outras coisas no Brasil, os editais terão pegadinhas para privilegiar as cartas carimbadas, e isso se não colocarem as obras em planos de urgência, emergência e as pressas para fugirem das licitações.

Por ser apaixonado por futebol é que torço pela Holanda nesta Copa. A Holanda, que já deveria ter ao menos um título, quando em 1974 trouxe uma novidade para mostrar ao mundo, o "Carrossel Holandês", e assim levou o apelido de "Laranja Mecânica". A Holanda poderia ainda ter sido campeã em 1978, quando disputou a final contra a Argentina, e esta acabou levando o título de forma suspeita.

Acredito que a História, de certa forma, sempre volta para reparar alguns "erros". Da mesma forma que na final de 1966 a Inglaterra ganhou contra a Alemanha com um gol que bateu no travessão e não entrou; quem viu o jogo entre essas mesmas seleções agora em 2010 observou um chute inglês que também bateu no travessão, mas desta feita entrou, embora o árbitro da partida não tenha dado o gol. Seria o gol de empate da Inglaterra, que não garantiria a vitória, mas certamente daria novo cenário para a volta na segunda etapa do jogo.

Creio no capricho do tempo e desta forma torço para que o título de 2010 seja da Holanda, pois está na hora de reparar o "erro" de 1974 e de 1978. O Brasil será campeão em 2014 no Maracanã. Será outro "erro" a ser reparado na história do futebol. Em 1950 o Brasil perdeu para o Uruguai em pleno Maracanã, estádio que foi construído para aquela Copa e vive em eterna reforma de tempos em tempos. E que foi silenciado pela Celeste.

Imagino que uma forma de minimizar o que aconteceu em 1950 e até mesmo uma forma de nos fazer entender o que aconteceu na Copa daquele ano foi fazer o Brasil trazer ao mundo nada mais, nada menos que Pelé para a Copa de 1958. Passados oito anos muita gente deve ter pensado: agora entendo que não estávamos preparados para sermos campeões em 1950. Não valorizaríamos e elevaríamos esse moleque a herói nacional como deveria se já tivéssemos um título mundial.

Comparando o Brasil e a Holanda no futebol, temos números que são muito diferentes.

O Brasil, incluindo 2010, já participou de todas as 19 edições das Copas. A Holanda, de oito. O Brasil, no ranking de todas as Copas (até 2006), ocupa a primeira posição, com 159 pontos. Já a Holanda está com a nona posição, com apenas 49 pontos. A Holanda nunca sediou uma Copa. O Brasil já foi sede em 1950 e será novamente em 2014.

 

Torço pela Holanda no futebol nesta Copa de 2010.

E fora dos campos da África?

 

Neste caso torço, participo, ajudo, vibro, exijo, cobro, entro em campo com toda a energia para vencer qualquer obstáculo que apareça para que o Brasil se torne uma Holanda em índices como os de qualidade de vida, de assistência médica, de leitos por habitante em hospitais, de índice de Desenvolvimento Humano (IDH, de Gini - índice que mede a desigualdade de renda per capita, de liberdade econômica, de corrupção, de ensino fundamental, de morte no trânsito, de igualdade de gêneros (oportunidades para homens e mulheres), de saúde pública, de desemprego, de homicídios, de desempenho ambiental, de expectativa de vida, entre muitos outros que, melhorando um pouco, poderiam dar-nos motivos para estourar fogos de artifício, enforcar um dia de trabalho, etc...

Eu torço por um Brasil, onde a diretora de uma ONG não precise gastar os recursos que usaria para cuidar das crianças para canalizar um córrego durante 12 anos, pois seguidos prefeitos, apesar dos pedidos, nunca fizeram a obra. Torço também para um Brasil que preserve sua História, sua memória, que alfabetize sua população, prepare e pague bem aos seus professores, puna os culpados na Justiça independentemente do grau de ensino, da patente, de parentescos ou afiliação. Um Brasil que não viva apenas da política do pão e circo, ou seja, da Bolsa-Família e do futebol.

Para citar alguns números, gostaria de acrescentar que a área do Brasil equivale a 206 vezes a área da Holanda, ou ainda a área da Holanda corresponde a 0,5% da área do Brasil. Individualmente, apenas as áreas dos Estados de Alagoas e o de Sergipe, além do Distrito Federal são menores que a área da Holanda. A Holanda é quase um Rio de Janeiro, onde este é 5% maior (41.528 km2 contra 43.696 km2). Isso sem comparar os recursos naturais. Dentre os índices citados no parágrafo anterior, vamos nos ater apenas ao Gini, que mede a desigualdade. Este índice tem uma escala de zero a 100, onde o zero é melhor e representa igualdade absoluta. Neste caso, entre 134 países pesquisados, o Brasil está com a décima pior colocação, com um índice Gini de 55, ante um índice de 30 para a Holanda (107.ª posição). Dentre as 32 seleções que participam da Copa de 2010, o Brasil só é melhor neste índice que a anfitriã. A África do Sul está na segunda posição, com índice Gini de 57,8. Para exemplificar com outro país africano, Gana está na 65.ª posição, com índice de 39,4.

No Brasil vitórias nos campos de futebol ajudam a encobrir verdades tristes e misturam-se com política e com outras coisas mais que por natureza não deveriam ser desta forma.

Certa vez ouvi o José Simão dizer que o que engorda não é o que você come no Natal e no ano-novo, mas o que você come entre o ano-novo e o Natal. Esta frase me remete a dizer que podemos, sim, parar o Brasil de quatro em quatro anos para vibrar com a seleção, mas só estaremos com a consciência tranquila para fazer isso se aquilo que fizemos no período entre uma Copa e outra foi o melhor para o País naquilo que realmente importa entre as coisas mais importantes da vida.

Uma vez que é inevitável a realização da Copa de 2014 no Brasil, espero que, mais do que reparar o "erro" da Copa de 1950, cheguemos à final com o dever de casa cumprido, ou seja, um trabalho de quatro anos para crescimento real na dignidade do povo brasileiro, igualdade de oportunidades e melhoria em todos os índices necessários para o mínimo de qualidade de vida. Se não aprendermos isso agora, se não trabalharmos e lutarmos por estas mudanças, vamo-nos contentar em reclamar da vergonha que passaremos com os visitantes que aqui estarão para ver o Mundial (não adianta apenas tirar os mendigos da rua, como fizeram no período do Pan do Rio) e observarão todas nossas feridas abertas e expostas.

Vamos trabalhar para sermos campeões no futuro, e não apenas no futebol. Vamos comprovar que aprendemos a lição e vamos mudar o Brasil para melhor. Vamos atingir melhores índices sociais e econômicos. Vamos fazer do Brasil um país 200 vezes melhor que a Holanda, assim como a diferença de área. Vamos lutar por uma Copa do Mundo de 2014 sem desvio de recursos e com obras que tragam reais benefícios para o povo brasileiro.

Que venha o Brasil campeão fora dos campos de futebol!!!

 

Eduardo Groisman dudagroisman@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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SHOW DE BOLA

 

Parabéns ao Estadão pela publicação do pequeno artigo de Nelson Motta "Harmonias e Dissonâncias".

No dia em que o Brasil sai da Copa, Nelson Motta dá um show de bola ao se manifestar claramente, de forma quase didática sobre um tema que tem sido tratado pela imprensa de forma obscura e com pouca inteligência. Muitas vezes perguntamos o que se passa com a escola de jornalismo no Brasil que produz jornalistas tão pouco informados, dedicados a publicar clichês repetitivos e nada criativos. Mas nem tudo está perdido porque, ao lado das informações pouco esclarecedoras e tendenciosas que vêm sendo publicadas, finalmente somos brindados com um esclarecimento de mestre, alguém que sabe do que está falando porque sente na pele e conhece faz tempo o significado do direito autoral para autores, criadores de obras artísticas.

Não é pleonasmo nem redundância, e sim a pura verdade: quem tem autoridade é o autor. Não é à toa que uma palavra deriva da outra, autor, autoria, autoridade. Nelson Motta tem autoridade sobre o que fala e escreve. O que não combina com nada disso é a tentativa de quem não é autor, não sabe o que é viver de direito autoral, de usar sua autoridade de poder público para transformar o verdadeiro autor em simples fornecedor de produto cultural. Não satisfeitos, para completar, tentam transformar o autor em vilão da história que querem vender para o público tratado como consumidor e enganado com promessas vazias de que todos serão mais felizes se os autores deixarem de ter autoridade sobre sua criação.

 

 

Marisa Gandelman, comunicacao@ubc.org.br

Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

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SINAIS PARTICULARES

 

Quero cumprimentar o Loredano pelo cartoon S E N S A C I O N A L que desenhou ontem do time holandês.

É um privilégio o Estadão tê-lo como cartunista.

Luiz Carlos Simonetti lcsimonetti@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

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OBRA-PRIMA

A charge de Loredano de ontem, com os craques holandeses, está primorosa, uma verdadeira obra-prima. Ela particularmente me agradou por representar os meus artistas preferidos, Vermeer e Brueghel, além de mostrar outros gigantes da Holanda. Foi um consolo nesse dia triste do nosso futebol.

Meus efusivos cumprimentos ao Loredano.

Luiz Augusto Módolo de Paula luaump@yahoo.com.br

São Paulo

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