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Casa de tatuador preso tem pichação de black bloc

MARIANA DURÃO - Agência Estado

09 Fevereiro 2014 | 14h 13

Numa parede do prédio onde mora o tatuador Fábio Raposo Barbosa, de 22 anos, preso e indiciado por envolvimento na explosão do rojão que atingiu o cinegrafista Santiago Andrade durante protesto na última quinta-feira, 06, no Rio, estão pichadas as frases "black bloc" e "fuck the police", segundo o delegado Maurício Luciano de Almeida e Silva, que investiga o caso.

Policiais estiveram no apartamento de Barbosa na manhã deste domingo, 09, após prender o tatuador na casa de sua mãe, no Recreio dos Bandeirantes (zona oeste do Rio). O objetivo era procurar objetos que indicassem a ligação dele com alguma organização ou movimento social. Segundo o delegado, a autoria das pichações é atribuída por vizinhos a Barbosa.

Foram apreendidos três telefones celulares, a memória do computador de Barbosa e a bermuda e a camiseta que ele usava durante o protesto. A polícia vai pedir a quebra de sigilo dos aparelhos para avançar na investigação.

Segundo o delegado, caso Barbosa integre alguma organização e fique provado que já praticou atos em conjunto com esse grupo, pode ser enquadrado também pelo crime de organização criminosa.

O perfil de Barbosa na rede social Facebook foi desativada antes de sua prisão, mas uma equipe especializada da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) tenta recuperar a página.

O delegado confirmou que o advogado de Raposo está tentando convencê-lo a aderir à delação premiada. Nesse caso, ele prestaria informações sobre o suspeito de detonar o rojão por vantagens como a atenuação de uma futura pena ou mesmo a revogação da prisão temporária pela Justiça. A prisão temporária foi ordenada por 30 dias, prorrogáveis por mais 30. Barbosa ainda está prestando depoimento, mas será encaminhado ao sistema penitenciário ainda hoje. Não foi divulgada qual unidade prisional vai recebê-lo.

Segundo a polícia, o tatuador continua resistente a prestar informações e está temeroso por conta das ameaças recebidas em telefonemas anônimos de pessoas que exigiram que ele assumisse sozinho a culpa pelo episódio, o que vai ser investigado. A polícia acredita que os dois suspeitos se conheciam.