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Catar condena Estado Islâmico e rejeita acusações de apoio financeiro

REUTERS

23 Agosto 2014 | 14h 03

O Catar condenou neste sábado o assassinato "bárbaro" do jornalista americano James Foley pelo Estado Islâmico e rejeitou categoricamente as acusações de que dá suporte financeiro ao grupo militante.

Os comentários do ministro das Relações Exteriores, Khaled al-Attiyah, vieram um dia após o governo alemão pedir desculpas por declarações de um ministro que acusou o Catar de financiar militantes do Estado Islâmico.

Attiyah classificou os comentários recentes como mal informados.

"O Catar não apoia grupos extremistas, incluindo Isis, de maneira alguma. Rejeitamos seus pontos de vista, seus métodos violentos e as suas ambições", disse ele em um comunicado divulgado em Londres.

"A visão dos grupos extremistas para a região é uma que nós não apoiamos, e nunca faremos, de qualquer forma."

O Catar já havia negado apoiar os insurgentes islâmicos

que tomaram vastas áreas do norte do Iraque e do norte e leste da Síria.

Mas diplomatas e fontes da oposição dizem que ao mesmo tempo que o Catar apoia rebeldes relativamente moderados, também apoiados pela Arábia Saudita e o Ocidente, também tem apoiado as facções mais radicais que pretendem criar um Estado islâmico rigoroso.

Attiyah disse que o objetivo do Catar é fazer tudo o que poder pela paz e justiça em toda a região e pediu uma ação coletiva para acabar com a violência no Iraque e na Síria.

Ele pediu ao governo iraquiano para dar proteção e segurança para os seus cidadãos e prometeu que o Catar, um pequeno mas rico país do Golfo Árabe, continuará fornecendo ajuda humanitária ao povo iraquiano.

"A matança de civis inocentes e a fuga forçada de centenas de milhares de pessoas ameaça a própria existência do Iraque e a paz e a segurança de toda a região", disse ele.

"Enquanto, junto com muitos outros países do Oriente Médio e mais ampla comunidade internacional, temos apoiado a oposição síria ao regime de Assad, nós não financiamos o Isis ou outras facções extremistas."

(Por Belinda Goldsmith)