Censo de pessoa com deficiência tem baixa adesão

Dados preliminares divulgados ontem pela Prefeitura de São Paulo mostram que o primeiro Censo Inclusão, feito neste ano para identificar e mapear as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida na capital paulista, teve baixa adesão. Apenas 35.053 pessoas foram cadastradas, de 2,4 milhões de questionários enviados por correio a partir da listagem do IPTU e ou respondidos pela internet. Elas terão prioridade no atendimento prestado em serviços públicos. O universo de pessoas com pelo menos um tipo de deficiência na cidade é de 2,7 milhões, segundo o IBGE (Censo 2010).

O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2012 | 02h01

O Censo Inclusão fez perguntas mais detalhadas. Como tem objetivo de orientar a definição de políticas públicas da Prefeitura, pediu informações que podem ajudar a melhorar a eficiência de serviços em escolas, unidades de saúde e transporte especial em domicílio, o Atende.

Cerca de 1,3 mil pessoas declararam usar o Atende e outras 1 mil, os táxis adaptados - enquanto 18,9 mil andam de metrô, trem ou ônibus. Ao todo, 22,3 mil frequentam unidades de saúde do SUS.

A busca de dados, porém, não era ativa - como no IBGE, que envia entrevistadores. O custo para fazer as perguntas pelo IBGE seria de cerca de R$ 38 milhões, segundo o secretário da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marcos Belizário (PV). Ele afirma que faltou divulgação na TV para aumentar a adesão às respostas. "Foi uma falha. Deixou a desejar. O número de respostas deveria ser maior", diz.

O custo do Censo Inclusão foi de R$ 3,8 milhões. Ele será refeito a cada quatro anos.

A localização das pessoas por bairro deve ser apresentada em março, diz a coordenadora do Censo Inclusão, Marcia Marolo. Na mesma época, o cadastro será aberto a novas respostas pela internet./ FELIPE FRAZÃO

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