Censura ao YouTube é tomada como ´desproporcional´

"Desproporcional" foi a palavra usada pelos Repórteres Sem Fronteiras para classificar a decisão de bloquear o acesso de internautas brasileiros ao site YouTube. No dia 4 de Janeiro, uma corte de São Paulo ordenou que os provedores de internet barrassem o acesso ao site de vídeos compartilhados em resposta a uma petição da modelo Daniela Cicarelli, após ter protagonizado com seu namorado o incidente que atingiu o status de "hit" no YouTube. "Mesmo sendo essencial que juízes garantam o direito de privacidade e respeito, bloquear visitas ao site com intenção de bloquear os acessos ao vídeo da modelo é uma medida radical e inapropriada e, de qualquer forma, ineficaz", avaliam os Repórteres Sem Fronteiras. "É difícil entender como um único vídeo, que nem tem tanta urgência em ser banido, foi capaz de justificar o bloqueio a um site acessado diariamente por milhares de brasileiros". Daniela Cicarelli pedia ao YouTube 89 mil euros de indenização por cada dia que o vídeo esteve hospedado no portal de vídeos. Mas na manhã desta terça-feira, o desembargador Ênio Santarelli Zuliani, do Tribunal de Justiça de São Paulo, voltou atrás em sua decisão de proibir o acesso ao site.

Agencia Estado,

09 Janeiro 2007 | 15h25

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