Cerca de 12 mil trabalham no socorro às vítimas em SC

Cerca de 4 mil pessoas são voluntários que atuam nos abrigos e na triagem de mantimentos doados

Júlio Castro, O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2008 | 19h28

Um total de 11.987 profissionais e uma infra-estrutura de 2.449 equipamentos, entre helicópteros, aviões, máquinas e caminhões compõem o contingente humanitário e logístico em ação nas enchentes em Santa Catarina. A força tarefa conta com a maior parte de voluntários - cerca de 4 mil - que atua nos abrigos e principalmente na triagem das doações (vestuário, roupa de cama, alimentos e material de higiene e limpeza), seguido pelo contingente policial (2 mil) e agentes de saúde, que entre médicos e enfermeiros somam 1.500. Todos estão envolvimentos em três frentes de trabalho: assistência às vítimas, socorro e busca.   Veja também: Lula pede estudo para elevar saque do FGTS Saiba como ajudar as vítimas da chuva IML divulga lista de vítimas identificadas Repórteres relatam deslizamento em Ilhota  Mulher fala da perda de parentes em SC Tragédia em Santa Catarina  Blog: envie seu relato sobre as chuvas  Veja galeria de fotos dos estragos em SC   Tudo sobre as vítimas das chuvas     O desastre não parou. Acredito que este quadro de emergência e risco possa permanecer pelos próximos 10 dias", afirmou o Major Márcio Luiz Alves, diretor da Defesa Civil de Santa Catarina. Alves estima o envolvimento ainda maior de pessoas por considerar que outras milhares estão trabalhando voluntariamente em diversas regiões do Brasil, principalmente na captação de doações e na triagem dos donativos. Ele acrescenta que, embora muitas destas pessoas tenham qualificação para atuar em situações desta natureza, outras se mantém como alvo de preocupação.   "Não existe falta de pessoal. Nossa preocupação é quanto a participação destas pessoas nas áreas de risco. Não podemos abrir mão da segurança. Pela complexidade do desastre, a atuação tem que ser avaliada dia a dia", alerta o diretor. Os reforços não para de chegar em Santa Catarina. Na noite do último sábado, 29, desembarcaram no aeroporto de Navegantes equipes da Cruz Vermelha, bombeiros militares de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, com mais quatro cães farejadores.   Juntamente com equipes do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e bombeiros voluntários locais, este grupo atua no sistema de comando de ocorrências em Ilhota. O objetivo é centralizar as informações para melhor atender as necessidades de cada município e região atingida pelos deslizamentos que é a maior causa das 116 mortes já registradas até agora.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.