Cerca de 50 tiveram contato com sul-africano morto no Rio

Ministério da Saúde descartou necessidade de quarentena, mas faz controle de febre de funcionários

AE, Agencia Estado

04 Dezembro 2008 | 09h50

As cerca de 50 pessoas que tiveram contato com o sul-africano Willian Charles Erasmus, de 53 anos, que morreu anteontem com febre hemorrágica provocada por um vírus ainda não identificado, na Casa de Saúde São José, na zona sul do Rio, mantêm suas atividades diárias normalmente. O único monitoramento que está sendo feito é o de febre, com o controle de temperatura duas vezes ao dia. Em nota, o Ministério da Saúde informou que 'não é recomendada a realização de quarentena, pois o contágio acontece apenas após o aparecimento dos sintomas. O período de incubação do vírus varia de 7 a 16 dias'. Uma das hipóteses é que Erasmus tenha sido infectado por um vírus desconhecido da família dos arenavírus. Ele esteve internado na Clínica Morning-Side, em Johannesburgo, há cerca de 15 dias, para realizar cirurgia ortopédica, segundo o epidemiologista da Fundação Oswaldo Cruz, José Cerbino Neto. A clínica confirmou ter recebido o paciente para a reportagem. Os resultados preliminares dos exames feitos pela Fiocruz para diagnosticar a doença febril hemorrágica que causou a morte do sul-africano devem ser divulgados pelo ministério segunda-feira. Além do arenavírus, estão sendo investigadas as hipóteses de hantaviroses, hepatite e leptospirose. Malária, dengue e ebola já foram descartados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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