CERN recomeça colisor de "Big Bang" após revisão de dois anos

Cientistas do centro de pesquisa de partículas físicas da Europa, o CERN, recomeçaram neste domingo o Colisor Large Hadron “Big Bang” (LHC), embarcando em uma nova aposta para resolver alguns mistérios do universo e buscar “matéria escura”.

REUTERS

05 Abril 2015 | 10h54

A máquina foi fechada por dois anos para conserto. As esperanças em uma segunda tentativa recaem sobre irromper com o que é conhecido como modelo padrão de funcionamento do universo ao nível de partículas elementares, e entrar em “novas físicas”.

Isso inclui buscar a matéria escura que constitui 96 por cento das coisas do universo, mas pode ser detectada apenas por sua influência em galáxias e planetas visíveis.

Cientistas estão preparando colisões esmagadoras de partículas que devem começar em junho, ainda que nenhuma nova descoberta feita seja provável de emergir até meados de 2016.

A revisão incluiu novos ímãs, feixes de energia muito mais fortes e uma verificação completa de toda a fiação em todo o subterrâneo de 27 quilômetros de túnel LHC e seus quatro grandes detectores e ímãs.

“É fantástico ver ele funcionando tão bem depois de dois anos e uma revisão tão grande”, disse o diretor geral do CERN Rolf Heuer no blog da organização de pesquisa sobre o recomeço.

Durante a última corrida, de 2010 a 2013, os físicos rastrearam o lendário bóson de Higgs, após anos de busca nos escombros gravado a partir de colisões de partículas no CERN e em outros aceleradores menores.

Em dois meses, o CERN irá começar a esmagar partículas umas contra as outras no LHC com quase o dobro da energia comparado com a primeira vez, e como antes, perto da velocidade da luz.

(Por Joshua Franklin e Robert Evans)

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