Cidade dos EUA celebra 60 anos do ´1º disco voador´

Mito criado pela queda de um balão no final da década de 40 transforma a cidade em pólo turístico

BBC

07 Julho 2007 | 21h50

Cerca de 50 mil pessoas se reúnem neste fim de semana na cidadezinha de Roswell, nos Estados Unidos, para celebrar os 60 anos do episódio conhecido como "Incidente de Roswell" - considerado por muitos como a referência de maior importância para a ufologia mundial. Segundo jornais americanos, os visitantes poderão assistir a palestras com especialistas em ufologia, além de visitar o centro de pesquisa e o museu dedicado aos Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs), as maiores atrações de Roswell, localizada num remoto deserto do Estado do Novo México. Roswell ficou famosa em julho de 1947, quando moradores da região disseram ter encontrado destroços de um disco voador que teria se chocado com a Terra, formando uma cratera. Ainda segundo testemunhas, criaturas extraterrestres de baixa estatura, cabeça protuberante e olhos enormes, negros e oblíquos teriam sido vistas no local. A história virou lenda, dando origem a inúmeros livros, filmes e ao termo "disco voador", usado desde então para descrever objetos voadores supostamente extraterrestres. Na época, a Força Aérea americana contrariou a versão das testemunhas, afirmando que os destroços encontrados pertenciam a um balão meteorológico. Bonecos O caso caiu no esquecimento até que, em 1978, o ufólogo americano Stanton Friedman entrevistou o major da aeronáutica Jesse Marcel, um dos envolvidos no resgate do material encontrado em Roswell. O major contou uma diferente versão da história e, pela primeira vez, admitiu que os fragmentos encontrados continham "propriedades físicas além da tecnologia humana". "Os fragmentos eram muito leves, mais finos do que uma folha de alumínio de maço de cigarros e não podiam ser queimados, dobrados ou amassados", teria dito o major na época. A partir de então a história voltou a criar polêmica e, pressionado pela opinião pública, o governo americano pediu que a Força Aérea abrisse um inquérito sobre os eventos de 1947. Em 1995, um relatório concluiu que os destroços encontrados eram relacionados a um projeto secreto das Forças Armadas americanas, envolvendo balões para grandes altitudes, chamado Projeto Mogul. Um novo documento, divulgado em 1997, voltou a negar a existência do OVNI e acrescentou que os corpos de supostos extraterrestres encontrados no local eram, na verdade, bonecos usados para testar quedas de grandes altitudes.

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