Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Cinco curiosidades sobre a Vila Mariana

Chácara no bairro, conhecida como "Castelo", teria sido usada para os encontros do imperador d. Pedro com a Marquesa de Santos

O Estado de S. Paulo

11 Dezembro 2014 | 10h02

1. “Castelo” teria sido usado nos encontros de d. Pedro e a Marquesa de Santos - a Chácara do Castelo fazia parte da fazenda da Glória e tinha esse nome porque o dono construiu em suas terras um pequeno castelo, hoje na rua Luís Delfino. Existe uma lenda de que o castelo serviu para os encontros do imperador d. Pedro 1º (1798-1834) com sua amante Domitila de Castro, a marquesa de Santos (1797-1897). Infelizmente, a construção não resistiu ao tempo.

2. Belle époque paulistana se reunia em casa de mecenas – Os intelectuais e artistas do início do século 20 tinham presença garantida na chácara do senador e mecenas José Freitas Vale (1870-1958), a Villa Kyrial, na rua Domingos de Morais. Passaram por ali, por exemplo, representantes do modernismo como Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Tarsila do Amaral. Infelizmente o local foi demolido pouco após a morte de Freitas Vale, em 1961.

3. Não há consenso sobre quem rebatizou o bairro - Antes, a Vila Mariana chamava-se Cruz das Almas, por causa da presença de cruzes que lembravam os viajantes mortos na beira da estrada. A mudança do nome possui duas versões. A primeira é que o coronel da guarda nacional Carlos Eduardo de Paula Petit queria homenagear sua mulher, Maria (a primeira professora do bairro), e a sua mãe, Ana. A segunda atribui o nome ao engenheiro Alberto Kuhlman, responsável pela estrada de ferro, que também queria fazer um agrado à mulher Mariana.

4. Sede da Cinemateca era matadouro no século 19 - A sede da Cinemateca Brasileira abrigou um dia um Matadouro Municipal que abastecia toda a cidade de carne bovina. Os prédios, construídos em 1887, também abrigavam uma estrada de ferro para ajudar no transporte dos animais. A mudança da Cinemateca para o espaço aconteceu em 1992 após o local ser tombado como patrimônio histórico e os prédios reformados. 

5. Primeira casa modernista do País - em 1927, o arquiteto de origem russa Gregori Warchavchik, em função de seu casamento, decidiu construir na Rua Santa Cruz aquela que seria considerada a primeira casa modernista do país, concluída em 1928. O projeto, a construção, a decoração, os interiores, os móveis e as peças de iluminação, são de autoria do arquiteto. Tombada pelo patrimônio histórico, a casa é uma das onze do Museu da Cidade de São Paulo.

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