Climatologista propõe 6 institutos de pesquisa na Amazônia

Segundo Carlos Nobre, R$ 600 milhões ao ano bastariam para manter 3 mil pesquisadores e montar os centros

Cristina Amorim, do Estadão

12 Julho 2007 | 17h52

O climatologista Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), sugeriu nesta quinta-feira, 12, na 59ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que seis institutos de pesquisa sejam criados na Amazônia, a fim de incentivar o estudo na região. Segundo ele, um investimento de R$ 600 milhões ao ano seria suficiente para estruturar e manter 3 mil pesquisadores nestes centros. "É metade do subsídio dado ao biodiesel e suficiente para que, em 25 a 30 anos, tenhamos instrumentos importantes para o desenvolvimento regional." A idéia será incorporada a um documento que a geógrafa Bertha Becker, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, consolida com um planejamento integrado para o crescimento da Amazônia, que contemple as necessidades dos 20 milhões de habitantes da região sem destruir a floresta. "Precisamos de um novo paradigma de utilização da Amazônia, que gere riqueza sem destruir a natureza. Não falo apenas de novas técnicas mas de um novo modo de produzir", disse a pesquisadora, uma das principais especialistas brasileiras no tema.

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