Cobrança de telefonia por minuto começa em março

As primeiras contas de telefone fixo com a cobrança em minutos, na cidade de São Paulo, só começarão a chegar à casa do cliente em julho. A estimativa da Telefônica é de fazer a mudança em suas redes da capital no período de 2 a 29 de junho. As concessionárias de telefonia fixa cumprem uma determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para modificar a forma de tarifar as ligações locais, passando dos atuais pulsos para minutos, como já é feito no celular e nos interurbanos. A Anatel estabeleceu que a conversão seja feita entre 1º de março e 31 de julho deste ano, quando as empresas terão que ter concluído todo o processo. O cronograma da Telefônica prevê que a mudança começará no dia 16 de março em cerca de 30 pequenas cidades, mas informa que algumas datas podem ser alteradas. Transição Em outras grandes cidades, como as do ABC paulista, a conversão também se dará em junho. A operadora disse que já está encaminhando aos clientes um folheto sobre as mudanças. Onde for feita a conversão, as empresas terão obrigatoriamente que oferecer dois planos: o básico, indicado para quem tem o hábito de fazer ligações curtas, de até três minutos, e o alternativo, ideal para quem faz chamadas longas e usa o telefone para se conectar à internet. A cobrança por minutos permitirá ao cliente ter acesso a uma conta detalhada, com a lista de todas as ligações locais feitas por ele, o tempo de duração e o valor de cada chamada. A Brasil Telecom começará a cobrar por minuto em maio e fará a conversão em mais de 3 mil localidades da área onde atua. A empresa, porém, continuará a cobrar as ligações por pulso em cerca de 700 pequenas localidades. Assim, nesses lugares, a partir de 1º de março, a operadora não poderá cobrar por nenhuma ligação local que exceder a franquia mensal de 100 pulsos, como determinam as regras da Anatel. A estimativa da Associação Brasileira das Concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Comutado (Abrafix) é de que 3% de um total de 40 milhões de clientes da telefonia fixa ficarão fora da conversão, o que deve atingir cerca de 1,2 milhão de linhas telefônicas em todo o País.

Agencia Estado,

30 Janeiro 2007 | 15h30

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