COI volta a alertar Rio-2016 que 'tempo está passando'

Os organizadores dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro foram mais uma vez alertados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), nesta terça-feira, que precisam apressar os preparativos porque o tempo está passando.

KAROLOS GROHMANN, Reuters

04 Dezembro 2012 | 12h01

O Rio ainda não finalizou seu orçamento para a Olimpíada, bem como não determinou os locais onde ocorrerão alguns esportes, incluindo rúgbi e hóquei na grama.

Os organizadores dos Jogos disseram no mês passado que o estádio São Januário, do Vasco da Gama, perdeu o prazo de até 31 de outubro e que agora irão olhar novamente para os planos de usar o estádio Olímpico João Havelange para sediar também o torneio de rúgbi em 2016.

"Nossa mensagem continua sendo que há tempo, porém o tempo está passando. Eles (organizadores do Rio) precisam continuar trabalhando nisto com todo o vigor", disse o porta-voz do COI, Mark Adams, a repórteres.

O Brasil também vai sediar a Copa do Mundo de 2014 e também foi alertado pela Fifa para correr com os preparativos.

O Rio, que foi escolhido como cidade-sede dos Jogos em 2009, é a primeira cidade sul-americana a ser escolhida para receber uma Olimpíada.

A prefeitura do Rio garante que todos os projetos de infraestrutura e de arenas esportivas para os Jogos Olímpicos estão dentro do cronograma, mas os dirigentes do COI já haviam alertado sobre o tempo durante visita à cidade no mês passado.

Adams disse que o comitê executivo do COI fez questionamentos ao comitê organizador da Olimpíada sobre a atual situação da economia brasileira, depois que o PIB do terceiro trimestre mostrou um crescimento menor que o esperado.

A economia brasileira cresceu apenas 0,6 por cento de julho a setembro sobre o segundo trimestre, metade do esperado, com a pior retração dos investimentos em mais de três anos e estagnação no setor de serviços.

O presidente do comitê organizador Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, garantiu que a preparação para os Jogos está no caminho certo.

"Tudo está no caminho e no prazo", disse Nuzman a repórteres após sua apresentação ao COI. "O orçamento estará pronto no ano que vem. Estamos numa situação boa, confortável. Estamos num caminho muito bom."

Nuzman também elogiou a decisão da presidente Dilma Rousseff de vetar partes da nova lei da divisão dos royalties do petróleo. O Estado do Rio afirma que perderia 77 bilhões de reais até 2020 se as mudanças fossem sancionadas.

"Temos uma decisão fantástica da nossa presidente", disse Nuzman a repórteres. "Isso dá ao Rio o reconhecimento dos direitos que têm."

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