Colarinho feito à mão

Há dois anos e meio, reunir dez garrafas de cervejas artesanais brasileiras do mesmo estilo para uma degustação era algo impensável. À época, quando o 'Paladar' fez seu primeiro teste cervejeiro (com pilsens industrializadas), já havia um bom número de microcervejarias em funcionamento.   Veja também:   Para comer bem e fugir do cardápio de avião   Vinhos   Bons tintos da Merlot   Ao 'derrubar' uma pilsen, use o petisco certo   No ranking artesanal, boas notas   Observe bem, perceba os aromas. E só depois beba   Direto da terra do cimento   O vigor das loiras mais jovens   Na cerveja tomada às cegas, a verdade   As 'marcas' do Papa e de São Nicolau   Renzo Cotarella conduz degustações   Cem restaurantes, cinco cidades, um festival   Receitas da América ancestral   Marco Polo e a saga do macarrão   Spaghetti ao limão e pistache   O leite é de soja e é bom para cozinhar   Julio Lemos - Papaguth   Cozinheira de Madame   Colarinho feito à mão   Hoje, elas são cerca de cem, mas a onda de produções começou mesmo em 2006. Poucos desses produtores artesanais já começaram a engarrafar suas cervejas, condição fundamental para que a bebida chegue aos bebedores de várias partes do país. Em bares e mercados, porém, é cada vez mais fácil encontrar marcas locais de qualidade e estilos diferentes. Chegou a hora de avaliá-las.   Nesta primeira degustação de artesanais, retornamos então à pilsen, estilo mais apreciado pelos brasileiros e o primeiro a reunir dez exemplares engarrafados entre as microcervejarias. A pilsen representa um duplo desafio para os produtores. De um lado, eles têm de lidar com um grande público acostumado a versões bastante suaves do estilo, produzidas pelas grandes indústrias. De outro, há a responsabilidade da comparação com os similares da Alemanha e, principalmente, da República Checa, referências na modalidade e consideravelmente mais amargos.   A pilsen representa um duplo desafio para os produtores. De um lado, eles têm de lidar com um grande público acostumado a versões bastante suaves do estilo, produzidas pelas grandes indústrias. De outro, há a responsabilidade da comparação com os similares da Alemanha e, principalmente, da República Checa, referências na modalidade e consideravelmente mais amargos.

Roberto Fonseca, O Estado de S.Paulo

02 Maio 2008 | 00h32

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