Compre à base do ‘prove-um-pedacinho’

Na mercearia do Beto, o freguês experimenta (quase) tudo. As contas são no lápis. A qualidade dos queijos, azeitonas e doces também faz a diferença

Luiz Henrique Ligabue,

20 Agosto 2009 | 09h14

À primeira vista, a mercearia pode passar despercebida. Um toldinho amarelo surrado protege as duas portas de garagem da loja que remete o visitante direto às mercearias da década 80. Uma bancada repleta de frutas secas, biscoitos de polvilho e sequilhos recebe os clientes. Azeites e queijos pendem do teto e completam a sensação de nostalgia. A lista de produtos nas prateleiras não é enorme, mas a qualidade faz a diferença no Laticínios Turiassu (Rua Turiassu,647, 3673-3739 ), mais conhecido como empório do Beto. Beto é Umberto Livani, um filho de calabrês de dois metros de altura, bigode fino e fala mansa, quase mineira . Está sempre atrás do balcão acompanhado por Eliane. Os dois fazem toda o operação da mercearia à la ancienne: anotam os pedidos, distribuem as "provas" (ali sobrevive o hábito da prova antes da compra), fazem as contas na base do "vai um, ficam dois", e correm para o caixa. O empório foi aberto pelo pai do Beto na década de 70. Seu Domenico tinha bancas no Mercado Municipal da Cantareira e na Rua Anhanguera. Muitos dos fornecedores do empório do Beto são conhecidos desde os tempos do mercadão. Isso explica, em parte, a peculiaridade dos produtos.   AZEITONAS – Vêm da Argentina, Portugal, Chile e Grécia. São vendidas a granel ou em barrica. Tem azeitona verde, preta, inteira, fatiada e sem caroço (argentina). Vale conhecer a pequena kalamata, da Grécia, por R$ 60 a barrica com 2 quilos.     DOCES – Goiabada, pessegada, goiabada cascão, figada, marmelada. Tudo 'importado da roça’. Elas vêm em barras de 7 quilos diretamente de Brasópolis e Santa Rita de Caldas, MG. São vendidas em pedaços chamados talhadas     AZEITES – Em vidro e em lata, de diferentes países como Grécia, Espanha, Itália e Portugal. A diferença entre eles? Pergunte à Eliane. Ela vai informar acidez, preço... De R$ 7,80 a R$ 32,80     BACALHAU – Sem cabeça, mas com procedência: Noruega. Gadus morhua (R$ 58 o quilo) e Macrocephalus (R$ 39 o quilo)     FRUTAS CRISTALIZADAS – As nacionais todos conhecem: figo, abacaxi, pera, abóbora, cobertas com açúcar cristalizado. Estas da foto vêm da Tailândia. São perfumadas, menos doces, até azedinhas, e ecléticas: mamão (dois tipos), melão, abacaxi e tomate. R$ 35 o quilo     QUEIJOS – Produtos da Roni, de São Sebastião da Grama, chegam às terças, quintas e sábados e são vendidos por quilo. Queijo fresco (R$ 17,80), ricota (R$ 9), manteiga (R$ 12).De Araxá, vem o queijo curado (R$ 16,80 o quilo). Salames coloniais Majestade e Nobre (gaúchos) saem por R$ 24 o quilo

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