Felipe Rau/ AE
Felipe Rau/ AE

Conheça os produtos com selo real britânico que são vendidos em São Paulo

O 'Paladar' entra no clima das comemorações dos 60 anos de reinado de Elizabeth II, que estão marcadas para este final de semana

Patrícia Ferraz , Heloisa Lupinacci , Luiz Horta, O Estado de S.Paulo

31 Maio 2012 | 03h18

As comemorações dos 60 anos de reinado de Elizabeth II estão marcadas para este fim de semana. Por todo o Reino Unido haverá festas e a programação oficial do jubileu de diamante inclui concertos, exibições de arte, desfiles de barcos pelo Tâmisa e uma enorme feira de rua em Londres, com barracas de comida e bebida em que vai ter de tudo, de champanhes e vinhos elegantes ao sanduíche mais popular no país, o sanduíche de pepino.

Clássico da hora do chá, o triângulo de pão de fôrma recheado com manteiga e rodelas de pepino é o preferido de Sua Majestade. A receita está abaixo, para que você entre no clima de celebração. O preparo não tem segredo. Difícil vai ser você encontrar por aqui o pão da Smiths The Bakers, a manteiga orgânica Netherend e o pepino da D&F McCarthy com o selo real: aquela coroa dourada estampada na embalagem que vem acompanhada da frase By Appointment to Her Majesty the Queen, indicação de que o produto tem a aprovação da rainha.

Apenas os produtos que abastecem o Palácio de Buckingham e outras residências e escritórios da realeza, regularmente e por mais de cinco anos, exibem o Royal Warrant. Não quer dizer que a família real consuma apenas produtos selados.

O Reino Unido tem três selos oficiais: o da rainha, o do duque de Edimburgo e o do príncipe de Gales. O de Elizabeth II é o mais disputado e também o mais popular no exterior. Os selos não cobrem apenas alimentos e bebidas. A lista tem 800 fornecedores e aproximadamente 1.100 itens que vão de escovas de cabelo (Kent & Sons), aos ônibus (Bluebird Buses Ltd), incluindo a ração (Judges Choice Petfood) dos corgis Holly, Willow e Monty, os cãezinhos de Sua Majestade.

O costume de mandar os melhores produtos do reino para o palácio é tão antigo quanto a monarquia. Mas só no século 15 os fornecedores da coroa britânica começaram a ser formalmente identificados.

A lista de produtos retrata costumes da realeza ao longo da história. Conforme registro no site do Royal Warrant, a corte de Henrique VIII tinha um fornecedor de chamarizes de cisnes, cegonhas e outras aves selvagens. O rol de Charles II, em 1684, incluía um armarinho de chapéus, um relojoeiro e um fabricante de dentaduras. Já em 1789 havia o fornecedor oficial de baralhos e um desratizador real.

Foi a rainha Vitória quem conferiu prestígio ao carimbo - em 64 anos de reinado, ela concedeu 2 mil selos reais. Alguns dos fornecedores atuais têm a chancela desde os tempos de Vitória, como é o caso da Fortnum & Mason, empório sofisticado que tem as prateleiras recheadas de mostardas, chutneys, azeites, geleias, chocolates e doces, entre outros produtos de marcas premium, muitos deles artesanais e feitos só para a loja. Para comemorar o jubileu, a Fortnum fez uma sofisticada cesta de piquenique que a rainha foi conferir, acompanhada de Camilla, a duquesa de Cornualha, e Kate, duquesa de Cambridge.

A tradicional Paxton & Whitfield, especializada em queijos, também recebeu a indicação da rainha Vitória, em 1850, e jamais perdeu o título de fornecedor de queijos da família real. Seus vendedores são discretíssimos e não comentam as preferências dos moradores do palácio, nem a frequência com que compram queijos. Outro produto que recebeu o selo na época de Vitória é o chá Twinings. Há quem diga que a qualidade do produto não é mais a mesma, porém a marca distribui seus chás com a estampa real pelo mundo todo, inclusive em São Paulo.

Em homenagem ao jubileu da rainha Elizabeth II, o Paladar selecionou alguns produtos com selo real encontrados em São Paulo. A ideia é a seguinte: keep calm e imite a rainha.

Discreto charme

Num ano comum a rainha recebe 40 mil pessoas para chás, jantares e festas nos jardins palacianos. Litros e litros de chá, indeed. Eis a razão para haver mais de um comerciante de chás com a chancela real. H. R. Higgins, discreta loja em Duke Street, se ocupa dos mais refinados, vendidos a granel em pequena escala, em pacotinhos ainda amarrados com barbante. São com apelação de origem, das melhores plantações da Índia, Nepal e China, alguns safrados e com preços bem elevados. Certamente são tais folhas do melhor darjeeling que estão na chávena real.

Sanduíche real de pepino

Ingredientes

1 pepino fino

8 fatias de pão de fôrma (branco ou preto ou ambos)

Manteiga a gosto – sem sal e amolecida em temperatura ambiente

1 a 2 colheres (chá) de menta fresca finamente picada

Sal e pimenta a gosto

Preparo

Descasque o pepino e corte em fatias finas. Tempere com um pouco de sal, ponha as rodelas numa peneira e deixe escorrer por 15 minutos, apertando de vez em quando para retirar o excesso de água. Seque em papel toalha e reserve. Com uma faca, espalhe a manteiga amolecida em todas as fatias de pão, apenas de um lado. Salpique a menta picada.

Faça duas camadas de rodelas de pepino em quatro fatias de pão. Ajuste o sal (se necessário) e tempere com pimenta-do-reino moída na hora.

Cubra com as quatro fatias restantes. Aperte o sanduíche suavemente, com as mãos.

Com uma faca afiada corte as bordas do pão.

Corte os sanduíches em metades, no sentido diagonal e corte novamente, em quartos. Coma acompanhado de uma xícara de chá.

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