Contra aquecimento, empresa italiana dispensa paletó

Empresa se diz preocupada com energia desperdiçada pelo ar-condicionado

Agencia Estado

04 Julho 2007 | 17h14

Em nome do combate ao aquecimento global, os funcionários da principal companhia do setor energético da Itália, a Eni, não precisam mais trabalhar vestidos com gravata e paletó. A justificativa, segundo a empresa, é a grande quantidade de energia desperdiçada para o sistema de ar condicionado. Sem a exigência do uso de vestimenta formal, segundo a Eni, os aparelhos de ar condicionado poderão ser regulados para operar alguns graus da temperatura atual, economizando assim energia. Uma votação interna entre os 20 mil funcionários decidiu quase por unanimidade dispensar o uso de gravatas e paletós. Os italianos sempre se vestiram muito bem, mas depois de uma semana de altas temperaturas até os mais elegantes podem receber bem esta iniciativa. Apagões Nas últimas semanas, aparelhos de ar condicionado em todo o país foram regulados para operar com capacidade máxima, colocando enorme sobrecarga sobre o sistema nacional de geração de energia. Em alguns lugares ocorreram apagões. Mas atualmente a grande preocupação é a emissão de gases do efeito estufa. Se nos meses de verão europeu a Eni reduzir suas operações dos aparelhos de ar condicionado em apenas um grau, a empresa estima que vai reduzir 9% do seu consumo de energia. Nos escritórios da Eni em Milão, isto equivale a 217 mil kW - o equivalente às emissões economizadas se 140 de seus funcionários usarem transportes públicos ao invés de seus carros, diz a empresa. Às vezes é difícil no ambiente formal de trabalho encorajar as pessoas a usarem camiseta, mas empresas na Espanha, Japão e China também fizeram esse tipo de experiência com sucesso. É hora, diz a Eni, de criar um ambiente de trabalho mais relaxado - mesmo que, como resultado, o escritório se torne um pouco mais abafado.

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