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Copersucar e Eco-Energy formam maior trading de etanol do mundo

Reuters

05 Novembro 2012 | 14h 07

A Copersucar, maior trading de açúcar e etanol no Brasil, está investindo na norte-americana Eco-Energy para criar a maior comercializadora do biocombustível do mundo, informaram executivos da companhia brasileira nesta segunda-feira.

Com o negócio, a Copersucar assumirá o controle da Eco-Energy, numa operação que garantirá uma maior internacionalização da empresa e uma plataforma nos Estados Unidos, o maior produtor global de etanol. A companhia também visa maiores vendas para mercados importantes, como a Europa.

"A Copersucar passa a ser a única no mundo com portfólio completo de etanol... e terá participação ativa no comércio de etanol no mundo", disse o diretor-presidente da Copersucar, Paulo Roberto de Souza, em teleconferência para comentar o negócio.

A empresa, que tem 48 usinas associadas no Brasil, ainda vê a possibilidade de mitigar os riscos inerentes ao setor a partir da negociação com a Eco-Energy, uma vez que o portfólio da norte-americana inclui o etanol do milho.

"Na última quinta-feira, nós concluímos um processo de investimento na trading americana Eco-Energy... E o resultado deste investimento é que a trading passa a ser controlada pela Copersucar", disse Luís Roberto Pogetti, presidente do Conselho de Administração, durante a teleconferência.

A trading Eco-Energy tem 9 por cento de participação no mercado norte-americano de etanol, é a terceira maior comercializadora do combustível nos Estados Unidos e movimenta perto de 5 bilhões de litros de etanol por ano.

As companhias estimam que irão deter 12 por cento de participação no mercado global de etanol. Juntas, as empresas terão capacidade de ofertar 10 bilhões de litros do biocombustível ao ano.

CONFIDENCIAL

O diretor-presidente da Copersucar explicou que não houve compra de fatia ou participação acionária na Eco-Energy, mas disse que os atuais sócios da empresa dos EUA terão sua parte diluída com o investimento da Copersucar.

Ele explicou acordo de confidencialidade o impede de dizer a participação controlada pela Copercusar a partir do negócio anunciado nesta segunda-feira, assim como o total do investimento.

Os executivos informaram que a operação é financiada por captação no exterior.

"É uma linha de longo prazo, caracterizada como 'project finance', o que quer dizer que é compatível com a capacidade do negócio de gerar recursos para se auto-pagar", explicou o diretor-presidente da Copersucar.

(Reportagem Fabíola Gomes)

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