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Corpo de padre que voou com balões é sepultado no Paraná

Evandro Fadel, da Agência Estado

02 Agosto 2008 | 19h 45

Cerca de 500 pessoas acompanharam o funeral do padre Adelir, 105 dias depois do início de sua aventura

Depois de 105 dias do início de sua aventura, ao tentar fazer um vôo de 20 horas suspenso por mil balões de festa, o corpo do padre Adelir de Carli, de 41 anos, que era pároco na Igreja São Cristóvão, em Paranaguá, no litoral paranaense, foi finalmente sepultado no início da tarde deste sábado, 2, em Ampére, a cerca de 520 quilômetros de Curitiba, no sudoeste do Paraná. Cerca de 500 pessoas acompanharam o sepultamento. "Percebemos o quanto o Adelir era querido", disse seu irmão Moacir.   Veja também: Corpo encontrado na costa do RJ era de padre Adelir   O início das celebrações fúnebres precisou ser atrasada em razão de dois ônibus que saíram de Paranaguá, com 90 fiéis, e acabaram se perdendo na estrada.   Apesar do padre ter exercido seu ministério em Paranaguá desde que foi ordenado em 2003, o sepultamento foi realizado em Ampére, município onde passou a infância e onde mora a maioria de seus familiares. O caixão foi colocado em um jazigo da Ordem dos Padres Agostinianos Descalços. O padre desapareceu no dia 20 de abril, quando levantou vôo mesmo com o tempo encoberto. Pretendia divulgar a Pastoral Rodoviária, que presta assistência a caminhoneiros no Porto de Paranaguá.   As buscas estenderam-se por quase um mês no litoral e costa de Santa Catarina. Mas somente no dia 3 de julho um rebocador encontrou, a cerca de 100 quilômetros da costa de Maricá, no Rio de Janeiro, partes dos membros inferiores de um corpo recobertos com uma manta de alumínio que levaram a supor que poderia ser o padre. Exames de DNA comprovaram a suspeita.   Arte/Portal