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Curitiba tem dia de catraca livre na greve de cobradores

JULIO CESAR LIMA, ESPECIAL PARA A AE - Agência Estado

26 Junho 2014 | 15h 09

Os cobradores do transporte coletivo de Curitiba entraram em greve na madrugada desta quinta-feira, 26, e os ônibus na capital estão circulando sem cobrança de tarifas. O dia de catraca livre atinge a frota curitibana e também a das cidades da Região Metropolitana da capital. Segundo o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba, 90% dos trabalhadores da categoria estão em greve. Por conta disso, o Sindimoc está ameaçado de arcar com os prejuízos provocados pela ação grevista.

A Urbs, responsável pelo trânsito na capital, deve entrar com um recurso junto à Justiça para pedir ressarcimento dos prejuízos provocados pela greve. Os valores, porém, serão divulgados somente após o final do movimento, pois segundo a autarquia não é possível ainda calcular o valor não arrecadado em um dia de movimento. Segundo o presidente da Urbs, Roberto Gregório, a greve é ilegal e isso é um motivo a mais para a cobrança dos prejuízos. "Além disso, envolve perda de receita pública", disse. "Houve também casos de trabalhadores que foram até seus locais de trabalho e foram retirados", comentou.

Para a balconista Vera Silveira, 31, foi uma mobilização diferente. "Foi bom para nós que pudemos ir ao trabalho economizando o dinheiro da passagem", disse. O vice-presidente do Sindimoc, Dino César, afirmou que a greve deve continuar, caso não ocorra algum avanço nas negociações. "Enquanto não chegar uma proposta decente os ônibus vão sair sem cobrador hoje, amanhã e até quando for necessário", afirmou.

Ele também considerou a possibilidade do movimento encerrar caso os empresários façam algum acordo no TRT. "Só se os patrões oferecem algo. Se não, vamos esperar a reunião no Tribunal Regional do Trabalho marcada para as 13h30 de sexta-feira", informou.

A audiência realizada na quarta-feira, 25, mostrou que empresários e trabalhadores estão distante de um acordo. O sindicato pede a devolução dos valores descontados pelos dias de paralisação na última greve, o fim do assédio moral caracterizado pelas ameaças de punições, o uso de bermudas em dias quentes, o fim do desconto dos salários em razão da raspagem de pneus em calçadas, a concessão de vale-cultura e passes livres, consultas aos motoristas e cobradores das alterações das escalas de trabalho, a concessão de um kit inverno para ser usados nos dias de frio e a adoção de medidas que reduzam as más condições de trabalho nas estações-tubo.

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