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Defensoria recebe 10 queixas por danos ao patrimônio contra policiais

Posto itinerante atendeu 300 pessoas no Complexo do Alemão; maioria era pedido de novos documentos

01 de dezembro de 2010 | 19h 04
Pedro Dantas - O Estado de S.Paulo

RIO - Dos 300 atendimentos do posto itinerante da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, apenas 10 moradores deram queixa por danos ao patrimônio supostamente por policiais que participam da ocupação do Complexo do Alemão. Duas mulheres atendidas na manhã de hoje acusaram policiais do 7º Batalhão da Polícia Militar (PM) por ter quebrado alguns móveis.

Fila no ônibus da Defensoria - Wilton Júnior/AE
Wilton Júnior/AE
Fila no ônibus da Defensoria

"As demais reclamações não apontam o autor do dano. Os reclamantes não sabem dizer se foram os policiais ou os vizinhos. Os casos serão encaminhados para a Corregedoria da Polícia Militar", disse a coordenadora do atendimento, Darci Burlandi.

Segundo ela, a maioria dos atendimentos era para emissões da segunda via de documentos. Agentes da Corregedoria Geral Unificada (CGU) também estavam na entrada da Favela da Grota com coletes identificados para receber queixas.

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Na comunidade, vários moradores deixaram bilhetes nas portas aos policiais avisando que a revista da casa já foi feita. Alguns deixaram até o telefone de contato para que os agentes fizessem ligassem, "em caso de dúvida".

A maioria reclama que os policiais entram nas casas sem qualquer mandado de busca e apreensão, com base apenas em suspeitas. Desinformados, muitas vezes agentes de outras unidades retornam à mesma residência para outra revista.

Militantes da Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência também estiveram na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, onde os moradores também relatam abusos. "Ouvimos 20 moradores. Registramos o caso de um jovem agredido e os outros casos são de furtos e danos ao patrimônio", disse a militante Patrícia Oliveira, de 36 anos.

Parente de um dos traficantes da favela, a geógrafa Isabel Cristina Jennerjahn, de 49 anos, mora no norte do País e veio ver as condições de segurança dos familiares. Ela disse que os parentes dos criminosos também estão sendo criminalizados. "A polícia entra nas casas e leva o que tem de valor. Em seguida, eles convocam os moradores para a pilhagem da residência", disse Isabel. Ela anunciou que voltaria na noite de hoje para o norte do País.






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