Defesas pedem que STF vote sobre prisão imediata dos condenados no mensalão

Advogados de defesa dos réus ligados ao Banco Rural condenados na ação penal do mensalão entraram com petição nesta terça-feira pedindo que o plenário do Supremo Tribunal Federal decida se prenderá imediatamente os condenadados ou não.

Reuters

18 Dezembro 2012 | 19h48

O tema chegou a ser abordado na última sessão do julgamento, na segunda-feira, mas o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, retirou o pedido afirmando que gostaria de fundamentar melhor antes de reapresentá-lo, o que poderia ocorrer durante o recesso do Judiciário, permitindo uma decisão monocrática do presidente da corte, Joaquim Barbosa.

Segundo os advogados Márcio Thomaz Bastos, José Carlos Dias e Maurício Campos, que representam os condenados José Roberto Salgado, Kátia Rabello e Vinícius Samarane, o tema constou nas alegações finais da denúncia e foi citado inúmeras vezes ao longo do julgamento, por isso deveria ser tema de deliberação colegiada.

"O fato de o PGR ter retirado o pedido (na sessão de segunda) demonstra a falta de urgência nas prisões", afirmou Campos.

As defesas pedem que o tema seja tratado nesta quarta, na última sessão plenária do ano, ou fique para depois do recesso do Judiciário, em fevereiro.

O advogado do deputado condenado João Paulo Cunha (PT-SP), Alberto Toron, também entrou com pedido semelhante.

O temor das defesas é que Gurgel aproveite o recesso do Judiciário para fazer novo pedido de prisão e que Barbosa, numa decisão monocrática, sem a participação dos demais ministros, aceite.

(Reportagem de Ana Flor)

Mais conteúdo sobre:
POLITICA MENSALAO PRISAO LEGAL*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.