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Dilma diz que governo tornará permanente desoneração da folha de pagamento

18 de dezembro de 2013 | 13h 31
JEFERSON RIBEIRO - Reuters

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quarta-feira que o governo tornará a desoneração da folha de pagamento uma política permanente de redução do custo do trabalho, e que a área econômica ainda está analisando a meta do superávit primário que será adotada em 2014.

Dilma afirmou que por causa do ambiente de crise financeira internacional, o Brasil adotou uma política econômica anticíclica e medidas de estímulo, que devem ser retiradas em sua maioria, exceto a desoneração da folha de pagamentos.

"Diante da crise, os governos são levados a fazer coisas que não fazem em temos normais, e uma política anticíclica foi praticada no Brasil", disse.

"Tem uma parte dela que vai ser permanente. Por exemplo, será permanente a desoneração da tributação sobre a folha de pagamento", disse durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto.

Dilma indicou, porém, que as demais desonerações ou mesmo a política anticíclica podem ser desativadas em breve.

"Nós não temos nenhuma predileção de fazer política anticíclica, eu até discordo. Quanto mais cedo nós sairmos disso melhor para o país... eu acredito que hoje muitas das desonerações feitas pontuais no passado não são necessárias... portanto não vão ser feitas", disse.

Questionada sobre a situação fiscal do país, Dilma não comentou a chamada contabilidade criativa e argumentou que entre as 20 economias mais importantes do mundo, o Brasil é um dos seis países que têm superávit fiscal e continuará tendo.

A presidente, porém, disse que a meta fiscal, assim como outras metas do governo, ainda está sendo avaliada e que no momento o Executivo está fazendo um balanço dos indicadores econômicos deste ano.

"É muito importante que Brasil faça o superávit", disse. "Nós vamos fazer uma avaliação, todo um processo de discussão, para decidir quais serão as metas de 2014", afirmou.

A presidente também disse que o Brasil está preparado para enfrentar a turbulência cambial que deve ocorrer quando os Estados Unidos retirarem parte do estímulo monetário.

"Nós queremos dizer que o Brasil está preparado, porque hoje... nossa dívida líquida sobre PIB é uma das menores do mundo, isso permite que nós tenhamos um fôlego para sair de forma sustentável desse processo, porque a gente tem inflação sob controle e temos nossas reservas e temos um Banco Central capaz de operar para fazer essa transição mais suave possível", disse.

"Estamos preparados para a tormenta", acrescentou.




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