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Dilma diz que não foi procurada por Snowden e não vai se manifestar

18 de dezembro de 2013 | 15h 34
Reuters

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira que o governo brasileiro não foi procurado por Edward Snowden, e que por isso não vai se manifestar sobre a proposta do ex-prestador de serviço da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) para ajudar nas investigações brasileiras sobre a espionagem norte-americana.

"Não acho que o governo brasileiro tem que se manifestar sobre algo de um indivíduo que não deixa claro, não dirigiu nada para nós", afirmou Dilma a jornalistas.

"A nós não foi encaminhado nada... não me encaminharam nada, não me pediram nada, e mais do que isso, eu não interpreto carta de ninguém. Não é minha missão", acrescentou a presidente.

Em uma "Carta Aberta ao Povo do Brasil", divulgada na terça-feira e que faz parte de uma campanha online pedindo que o Brasil dê asilo a Snowden, o norte-americano ofereceu contribuir para as investigações de parlamentares brasileiros sobre a espionagem da NSA.

Snowden denunciou neste ano as ações de espionagem eletrônica dos Estados Unidos em várias partes do mundo, incluindo as comunicações da presidente Dilma Rousseff. Ele está vivendo na Rússia sob asilo temporário, que expira em agosto.

O Senado brasileiro criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias de espionagem da NSA no Brasil, e quer ouvir Snowden. Parlamentares pediram permissão à Rússia para entrevistar Snowden, mas não receberam nenhuma resposta, disse um assessor parlamentar.

Na carta, Snowden diz que está disposto a ajudar o Brasil nas "investigações sobre suspeita de crimes contra cidadãos brasileiros", mas ressalta que tem sido impedido de fazê-lo pelo governo norte-americano.

"Até que um país conceda asilo permanente, o governo dos EUA vai continuar a interferir em minha capacidade de falar", acrescentou.

O Itamaraty já havia informado na terça-feira que o governo brasileiro não recebeu nenhum pedido oficial de Snowden desde que ele chegou a Moscou, em junho. Sem um pedido formal, o asilo não será considerado, acrescentou.

Os vazamentos feitos por Snowden mostraram os alvos e métodos de espionagem da NSA a partir do rastreamento de emails e grampeamento das comunicações, inclusive de líderes mundiais.

Dilma cancelou uma visita de Estado que faria a Washington em outubro após denúncia de que teve suas comunicações pessoais monitoradas pela agência norte-americana, e atacou a espionagem dos EUA em discurso na ONU.

(Reportagem de Jeferson Ribeiro)



Tópicos: POLITICA, DILMA, SNOWDEN*

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