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Dilma faz apelo por empenho de PMDB em campanha e promete governo conjunto

MARIA CAROLINA MARCELLO - REUTERS

10 Junho 2014 | 18h 48

Em convenção nesta terça-feira que confirmou o apoio do PMDB à sua reeleição, a presidente Dilma Rousseff pediu empenho dos peemedebistas em sua campanha e prometeu um governo conjunto caso seja reeleita, além de não poupar elogios a quadros da sigla.

Maior aliado de Dilma, o PMDB vinha ensaiando divisões internas, com correntes claramente contrárias à aliança nacional com o PT. A participação do partido na candidatura de Dilma, chapa que terá novamente como vice Michel Temer, foi referendada nesta terça.

“Eu preciso do PMDB para juntos fazermos a melhor campanha. Mas sobretudo para juntos governar mais, com mais intensidade para o país e melhor”, disse a presidente, após a formalização do apoio nesta terça-feira.

“Eu preciso do PMDB e quero finalizar dizendo sejamos nós, cada vez mais parceiros, parceiros e irmãos nessa luta que se avizinha. Na nossa união está a nossa força”, afirmou Dilma, que chegou ao local da convenção após o anúncio do resultado.

A presidente não poupou agradecimentos e elogios a quadros do partido, dando especial atenção a Temer, presidente licenciado do PMDB e ainda uma influente liderança da sigla.

Ao referir-se a seu vice como exemplo de “lealdade”, a presidente afirmou que Temer teve um papel “inestimável” em seu governo para articular consensos e “desarmar espíritos”. De fato, o vice-presidente vinha atuando como bombeiro nas diversas crises entre o PMDB e o PT, partido de Dilma.

A presidente disse ainda ter uma “dívida” com o partido, e relatou que ao sair da prisão, durante o regime militar, foi “generosamente” recebida por instituto do MDB, sigla que deu origem ao atual PMDB.

ECONOMIA

Ao citar as conquistas de seu governo, creditando-as à aliança com o PMDB, entre outras legendas, a presidente seguiu o tom de discurso da manhã desta terça -- durante convenção em que recebeu apoio do PDT – e voltou a dizer que o seu grupo político não apoia medidas que resultem em “arrocho” salarial ou a redução de direitos trabalhistas.

“A política de valorização do salário mínimo representa para nós, que estamos de um lado e que temos responsabilidade tanto com a democracia quanto com o desenvolvimento econômico e social, representa o repúdio à política de arrocho salarial que imperou neste país”, afirmou nesta tarde.

Dilma voltou a citar a criação de empregos formais como uma das maiores vitórias de seu governo, fruto de alianças com partidos como o PMDB e o PDT.

Mais cedo, na convenção do PDT, ela rebateu as críticas ao desempenho da economia brasileira, sustentou que a inflação está sob controle e que o país tem condições de crescer,.

“Hoje tem uma campanha que diz sistematicamente que a inflação está sem controle no Brasil. Todo mundo sabe que a inflação no Brasil é cíclica... Tem 15 anos que funciona assim”, disse a presidente durante o evento partidário.

“Eu queria dizer que um, a inflação está sob controle. Dois, o país tem todas as condições de manter um crescimento constante e contínuo a partir de agora”, afirmou, acrescentando que seu governo e aliados têm a condição de avançar e “fazer o maior programa de infraestrutura que este país já viu”.

Ao defender a aliança com o PDT, partido ao qual já foi filiada, Dilma afirmou ainda que programas como o Bolsa Família estão seguros com o seu grupo político.

Na tarde desta terça, já no PMDB, a presidente voltou a bater nessa tecla e disse que seus adversários políticos querem “surrupiar” os programas do governo, citando o Bolsa Família e o Mais Médicos, entre outros.

“Mais uma vez, como se o Brasil não tivesse memória ... dizem agora candidamente, de forma muito angélica, que ninguém tem o monopólio daquilo que nós fizemos, apesar de termos feito sem eles e apesar deles”, afirmou.

(Reportagem adicional de Jeferson Ribeiro)

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