Dilma Rousseff admite erro em currículo

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, admitiu nesta terça-feira que não concluiu os cursos de mestrado e doutorado em Ciências Econômicas na Unicamp, apesar de a informação constar em seu currículo no site do ministério.

REUTERS

07 Julho 2009 | 14h16

Dilma, pré-candidata à sucessão presidencial, afirmou que concluiu todos os créditos dos dois cursos, porém alegou que não teve tempo hábil para defender as respectivas teses porque as funções públicas que ocupava não lhe permitiram.

Reportagem da revista Piauí questionou o currículo de Dilma divulgado pela Casa Civil.

"Eu fiz doutorado em 1997 e 1998, concluí todos os créditos, eu tinha um prazo para fazer a tese. Enquanto não me jubilarem eu sou doutoranda", disse Dilma a jornalistas após cerimônia no Rio de Janeiro.

A ministra disse que havia um erro nas informações divulgadas pelo Sistema de Currículo Lattes, que mostrava que ela cursou ciências sociais.

"Aquela ficha do Lattes era de 2000. Eu era secretária de Minas, Energia e Telecomunicações (do Rio Grande do Sul). Eu não tinha mais nenhuma vida acadêmica. Eu era doutoranda porque eu não tinha sido jubilada, era doutoranda", acrescentou.

"Ao que me parece, eu fui jubilada (da Unicamp) em 2004 mas não fui comunicada", disse, acrescentando que tem interesse em concluir o doutorado.

Depois do questionamento da imprensa, o site oficial da Casa Civil informa que ela é formada em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e foi aluna de mestrado e doutorado em Ciências Econômicas pela Unicamp, "onde concluiu os respectivos créditos".

PAC

Em relação ao ritmo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), gerenciado por ela, Dilma disse que o Brasil não tem o elevado grau de eficiência da Suíça, mas que o país está conseguindo acelerar os grandes projetos do programa.

"Eu acho que, para os nossos padrões, nós estamos superando o desafio e colocando-o cada vez mais em ação", disse.

Ela participou de cerimônia de assinatura de contratos de financiamento da Caixa Econômica Federal para investimentos em saneamento no Rio de Janeiro.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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