Direto da terra do cimento

A Bamberg quer fazer de Votorantim, no interior de SP, um centro cervejeiro

O Estado de S.Paulo

02 Maio 2008 | 00h33

Votorantim, nas imediações de Sorocaba, não é mais conhecida apenas como sede da indústria homônima especializada na produção de cimento. Ao menos para os cervejeiros de carteirinha. Criada em 2006 pelos irmãos Alexandre, Thiago e Lucas Bazzo, a microcervejaria Bamberg tomou emprestado o nome da cidade alemã que também é referência da bebida. Hoje, a produção da Bamberg varia entre 15 mil e 40 mil litros mensais. A carta de cervejas, que começou com as versões filtradas e não filtradas da pilsen, engloba outros estilos. Como uma cerveja de trigo - que dividiu boas avaliações com a Bierland, de Blumenau, durante a Brasil Brau, evento realizado em meados de 2007. E ainda uma munique e uma schwarzbier (cerveja escura com boa presença de malte torrado e amargor). Os produtores prevêem que a gama aumente até o final do ano, sempre sob a batuta do mestre-cervejeiro Mathias Reinold. O projeto mais imediato é o engarrafamento da produção, que será vendida na versão long neck. No geral, os jurados a consideraram bastante equilibrada. "Os sabores são maduros, intensos e firmes na boca, com bela persistência", afirmou Manoel Beato, sommelier do Grupo Fasano. "Ela é saborosa e refrescante, com bom equilíbrio entre malte e lúpulo", avaliou Eduardo Passarelli, dono do blog Edu Recomenda! (www.edurecomenda.blogspot.com). Miguel Icassati, editor do núcleo de Cidades da Veja e dono do blog Boteclando (vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando), porém, fez ressalva: "Falta ainda um pouco mais de corpo." Dinho Luiz, repórter de bares do Guia do Estado, observou que a espuma não resistiu por muito tempo. Cotação: 259 pontos

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