Disco sem partes móves é tendência de mercado

Há algum tempo que se ouve falar dos discos sólidos, mas o preço e a capacidade nunca alcançaram os níveis dos discos rígidos e mecânicos convencionais. Alguns fabricantes – como Samsung e Sandisk – já lançaram produtos assim e agora também a Intel. Como os discos sólidos não têm partes mecânicas e tudo é gravado em chips, os benefícios são enormes. Essa tecnologia pode ser comparada aos cartões de memória das câmeras digitais e pendrives, mas em escala maior. A Intel já tem discos de 32 GB, 64 GB e terá até o fim do ano produtos de 160 GB. Nessa escala tanto desktops e notebooks podem considerar deixar de lado o HD. Os SSDs já suportam ciclos de gravação diária de 100 MB por até cinco anos. O peso dos dados parece pouco para usos de PCs multimídia, por exemplo, mas diminuindo a vida útil total pode ser elevado. Quem fica com um PC por cinco anos, não é mesmo? Testes apresentados no IDF mostraram que os ganhos de desempenho podem ser desde modestos 30% e até quase dez vezes mais rápidos em outras aplicações. Há vantagens ainda no consumo de energia, que permitirá maior autonomia para as próximas gerações de notebooks. Além disso, essa tecnologia viabilizou os netbooks, os diminutos dispositivos para acesso à internet, largamente mostrados no IDF. Seria impossível construir esses pequenos notáveis usando discos com partes mecânicas, seja pelo tamanho e pela robustez que só os discos sólidos têm. Um disco rígido tradicional ao sofrer um impacto enquanto está ligado pode ter seu funcionamento comprometido, por exemplo, em caso de queda de um notebook de cima de uma mesa. Com a ausência de partes móveis, a chance de danos também é muito menor. Como toda tecnologia nova, quando a rampa de adoção começa a se elevar, a queda de custos acelerará a disseminação. Discos magnéticos permanecerão no mercado, assim como os monitores de tubo. Mas, como os monitores LCD, têm atributos para serem protagonistas no mundo dos PCs.

Flavio Xandó,

25 Agosto 2008 | 00h00

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