Dois viajantes birrentos

E haja cerveja. Foram uns 120 copos virados goela abaixo. A motivação era nobre: desbravar e conduzir os leitores do Paladar por duas rotas cervejeiras na Europa.

O Estado de S.Paulo

07 Janeiro 2010 | 01h27

Uma delas, bem tradicional, levou o blogueiro Eduardo Passarelli à Bélgica, uma das escolas cervejeiras mais conceituadas do mundo. Em dez dias, percorreu seis monastérios que há séculos produzem as famosas trapistas, da Westmalle, no norte, à Orval, no sul. E se o acesso à maioria dessas abadias é tão restrito quanto ao claustro, não se intimide. A visita aos bares "oficiais" vale a viagem, contada na pág. 4.

A outra rota cervejeira levou à Itália o repórter Roberto Fonseca. À Itália? É. Conhecidíssimo por sua produção vinífera, o país tem ousado na produção dessa outra bebida fermentada. E está conseguindo ótimos resultados, especialmente entre os dedicados microcervejeiros, que produzem estilos variados e criativos. Para conhecer as dez cervejarias italianas apresentadas na pág. 5 foram necessários 11 dias e mais de 15 litros de "birra".

Na Itália, à exceção de Milão e Gênova, as cervejarias ficam em cidades pequenas, às quais se chega por trem ou ônibus ? na pequenina Piozzo foi preciso recorrer a um táxi, transporte nada barato, independentemente da cidade em que você estiver. Por isso, vale consultar sites como o www.trenitalia.it e confirmar horários de visita.

E esteja você na Itália, na Bélgica ou em outra rota cervejeira, recomendamos evitar o carro, em razão das evidentes limitações de consumo de álcool para os motoristas. A grande quantidade de receitas de cada cervejaria pode fazer até os degustadores que optarem pelo trem terem a sensação de que os degraus das estações estão se mexendo.

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