Download de shows de TV pela Web chegará a US$ 6,3 bi

A indústria da TV padece hoje do mal de encarar a internet como uma fonte de problema, com portais como o YouTube e assemelhados exibindo cópias não autorizadas de suas atrações. Mas tocar o relacionamento com um novo meio desta forma pode não ser a melhor pedida, como revela o Financial Times, divulgando estudo que indica que o download de programas de TV e filmes a partir da internet vai crescer 10 vezes até movimentar US$ 6,3 bilhões em 2012. Segundo o FT, as vendas legais geradas pela Web passarão por versões pagas ou patrocinadas de serviços como o YouTube, Google Video, Movielink, Joost e a loja iTunes da Apple. Uma das razões para este crescimento exponencial será a maior disseminação de conexões de banda larga em todo o mundo, associado à disponibilidade de serviços legais de redes de trocas de arquivos, as chamadas redes peer-to-peer (ou P2P, como o Kazaa e o BitTorrent). Também pesará a favor desta nova modalidade de consumo de vídeos a conveniência de assistir os programas sob demanda, quando os usuários quiserem (e não quando as grades das redes determinam). Processos Contudo, o caminho será tortuoso e muitos estúdios e redes de TV ainda terão momentos de conflito com estes novos meios, por medo de problemas como a pirataria de arquivos. Um exemplo fresco deste conflito é a rede Fox, que está intimando o YouTube nos EUA a revelar o nome de usuários que teriam colocado na internet cópias de episódios das séries 24 Horas e Simpsons. Episódios das séries teriam aparecido no YouTube antes mesmo de serem transmitidos pela TV, segundo divulgou nesta sexta-feira, dia 26, o jornal The Wall Street Journal. O Google, responsável pelo YouTube, retirou os arquivos do ar, mas não se posicionou ainda quanto a fornecer dados dos usuários envolvidos à Fox (rede que pertence à News Corp., também dona do MySpace, portal de relacionamentos que também disponibiliza vídeos).

Agencia Estado,

29 Janeiro 2007 | 09h49

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