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Doze são retirados de moradia estudantil na USP

Reintegração de posse em prédio da Crusp começou às 6h, por determinação judicial

19 de fevereiro de 2012 | 10h 01
Solange Spigliatti, Central de Notícias

Texto atualizado às 13h50

SÃO PAULO - A Polícia Militar, em apoio à Guarda Universitária da USP, vai manter o policiamento no prédio G do Conjunto Residencial da USP (Crusp), de onde 12 pessoas foram retiradas na manhã deste domingo, 19, durante cumprimento de ordem judicial para a reintegração da área.

O prédio era usado pela Coordenadoria de Assistência Social (Coseas), antes da ocupação de cerca de 50 pessoas, em 2010, que reivindicavam mais vagas no Crusp.

A PM deu início à reintegração de posse às 6 horas de hoje, ao lado de dois oficiais de Justiça, que notificaram os moradores da ordem do juiz. Doze pessoas ocupavam irregularmente os apartamentos, entre eles seis homens e seis mulheres. Desses, nove eram estudantes da universidade e os demais não.

No momento de conduzir os detidos ao veículo que os levaria à delegacia, houve alguma resistência por parte dos alunos e outros estudantes moradores do local teriam atirado pedras contra a tropa de choque que realizava o isolamento da área. Ninguém saiu ferido, segundo a SSP.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), todos foram levados detidos ao 14º Distrito Policial, onde passaram pelo exame de corpo de delito, no Instituto Médico Legal, para a comprovação de integridade física. Os materiais das pessoas que estavam dentro do prédio foram detalhados pelos oficiais de Justiça e ficaram sob responsabilidade da USP, por meio de auto de depósito.