DS ganha clássico dos fliperamas

Ah, a alegria dos jogos simples. Feito sob medida para os amantes dos jogos de tiros de antigamente, como o imortal Contra, Metal Slug virou uma verdadeira febre nos fliperamas, no final da década de 1990. A jogabilidade direta – andar e atirar até o final de cada fase – e a progressão crescente dos inimigos fez a cabeça de todo mundo que queria uma diversão descompromissada com um certo grau de desafio. Os chefes de fase ridiculamente poderosos e os prisioneiros de guerra foram a companhia ideal para o visual de desenho animado e o humor rasgado e inocente do jogo. Até a terceira versão, Metal Slug manteve a boa forma, mas com a falência da SNK – a empresa responsável pelo jogo – muito se perdeu. O jogo foi perdendo seu brilho, até que ,sem aviso, ele renasceu com todo o estilo que se esperava no portátil Nintendo DS. Metal Slug 7 é, ao mesmo tempo, um tributo e um renascimento para a série. Os gráficos são exatamente como em 1996. Simples, feitos pixel a pixel, os cenários e personagens são muito bem animados. O jeitão do jogo, que é liberado para maiores de 12 anos e custa R$ 130, ficou praticamente intocado. E com uma grande vantagem: no fliperama, o jogo ficava lento quando a tela ficava cheia de oponentes. No DS, não existe lentidão, por mais que inimigos saiam pelo ladrão. O humor nonsense continua firme, com os prisioneiros arrancando armas das cuecas e entregando para o jogador. As armas, que vão de escopetas a armas laser, continuam perfeitas. Simples, direto, divertido e portátil. O que mais um jogador das antigas pode querer?

Jocelyn Auricchio,

04 Agosto 2008 | 00h00

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