Duas pilsens com ?L? maiúsculo. De lúpulo

Se o estilo pilsen "de raiz" - nascido na cidade homônima da República Tcheca e caracterizado pela boa presença de malte e amargor destacado - parece cada vez mais distante das garrafas e latinhas de cervejas industriais e gera receio até em microcervejarias, duas novidades artesanais chegam ao mercado para fazer jus à tradição da variedade. Em Votorantim (SP), a Bamberg lança a Tcheca, feita em parceria com os cervejeiros caseiros Eduardo Passarelli e Leonardo Botto. E, de Belo Horizonte, a Wäls já coloca no mercado a Wäls Pilsen. As duas cervejas dividem uma característica comum: a quantidade generosa de lúpulo (ingrediente responsável pelo amargor e parte do aroma da cerveja), seguindo fielmente o estilo pilsen. A Tcheca, com 5,4% de teor alcoólico, tem um amargor "fino", que aparece com intensidade no sabor após uma leve doçura inicial. De cor dourada, a cerveja é cristalina e de espuma branca. No aroma são destacadas as notas de malte (que lembram biscoito integral) e, em especial, de lúpulo, com notas cítricas e florais. A receita é uma produção limitada da Bamberg. De coloração dourada mais escura, a Wäls, com 5% de teor alcoólico, tem aroma ligeiramente mais intenso de malte e lúpulo e espuma um pouco mais persistente, mas sabor similar ao da Tcheca. A Tcheca é vendida pela Bamberg (15 3242-7685) em caixas de 12 garrafas long neck, a R$ 60 (frete não incluído). A Wäls Pilsen pode ser encontrada no Bar Anhanguera (3031-2888), a R$ 7,90 a garrafa long neck, e no Tortula (5091-6680), a R$ 6,90.

Roberto Fonseca, O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2008 | 03h00

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