E3 retoma o fôlego e mostra força nos games

Maior feira de jogos mostra que a crise econômica não diminuiu o ânimo da indústria de entretenimento, que apresentou grandes novidades

Jocelyn Auricchio, de O Estado de S. Paulo,

08 Junho 2009 | 15h19

A E3, maior evento de games do planeta, voltou com tudo. Depois de dois anos meio mortos, que pareciam ser o último suspiro da feira, a E3 renasceu. Novidades, surpresas, uma tonelada de jogos, estandes enormes, tudo estava lá desta vez.   Em 2009, ficou clara a importância das produtoras independentes. Electronic Arts, Konami e Activision apresentaram uma avalanche de novos jogos, para todos os consoles.   Metal Gear Solid apareceu no PSP, no Xbox 360 e até nos fliperamas. Não satisfeito em dominar o mundo com seus jogos de espionagem, Hideo Kojima, o criador de Metal Gear, também surpreendeu ao anunciar seu envolvimento na continuação de Castlevania.   A Microsoft roubou o espetáculo ao mostrar o Projeto Natal, uma nova tecnologia de detecção de movimentos que dispensa qualquer tipo de controle físico. Com um pequeno acessório, o Xbox 360 poderá ser controlado apenas com os movimentos do corpo.   Como foi a primeira gigante a fazer sua apresentação, a Microsoft aproveitou para exibir o novo The Beatles Rock Band, com direito a dois dos Fab 4 no palco. Isso, e Final Fantasy XIII rodando no Xbox 360, foi o suficiente para deixar os fãs entusiasmados.   A qualidade e a quantidade de anúncios da Microsoft foi tamanha que as apresentações das duas outras gigantes, Sony e Nintendo, ficaram pálidas em comparação.   A Sony veio firme, apostando no crescimento de vendas do PlayStation 3 e do portátil PSP. Além de uma avalanche de títulos, com destaque para God of War III, para PS3, a gigante nipônica fez questão de mostrar diversos jogos para o PSP, que estava negligenciado nos últimos tempos.   Um novo portátil, o PSP Go, foi anunciado. Menor que o PSP, ele abre a era do download de conteúdo para os portáteis. Em vez de continuar insistindo no UMD, um padrão de mini-DVDs criado exclusivamente para o PSP, a Sony decidiu abolir definitivamente a mídia física.   A Nintendo mostrou uma certa apatia em relação aos anos anteriores. Confortável na liderança isolada do mercado - o Wii vende sozinho mais que o PlayStation 3 e o Xbox 360 juntos -, a empresa japonesa mostrou poucas novidades de peso.   Em vez de se arriscar com novos personagens, a Nintendo decidiu ir pelo caminho seguro, investindo em suas franquias de sucesso. Super Mario e Metroid ganharam continuações no Wii.   Kid Icarus, lendário personagem da era 8 bits, também volta, em um novo game de aventura.   A razão para a falta de ousadia da Nintendo talvez seja foco. Ela não busca dominar a massa de jogadores, pois isso já faz. O alvo agora é o não-jogador. É um projeto ambicioso, mas com armas como o novo Wii Fit e o controle Wii Motion Plus, mais sensível à detecção de movimentos, pode ser possível.   Mas, vale lembrar, a postura conservadora da Nintendo também quase aniquilou a empresa no passado.   Em uma sucessão de erros, ela deu espaço para o surgimento do PlayStation, perdeu a liderança do mercado para a Sony e ainda naufragou um excelente console, o Gamecube, por não ter adotado a reprodução de filmes em DVD, como fez a Sony com o PlayStation 2.   Mas o tempo passou e a Nintendo tem mostrado sabedoria em suas ações. Ela foi a empresa que menos impressionou na E3, mas o que vale é impressionar nas lojas e nas salas dos consumidores. E, por enquanto, é o que ela tem feito.

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