Ele não é mais o 'campeão' de agrotóxicos

Por ser uma das hortaliças mais suscetíveis ao ataque de pragas e doenças, o tomate sempre foi marcado por ser o cultivo “campeão” do uso de agrotóxicos. Embora, efetivamente, o tomaticultor tenha de fazer aplicações preventivas de defensivos, que são mais ou menos intensas sobretudo conforme as variações climáticas, monitoramento da Ceagesp revela que o produtor parece estar fazendo com correção a lição de casa. A Ceagesp coletou, em um ano, 450 amostras de 12 produtos, dentro do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal. Dessas 450 amostras, 30 eram de tomate, das quais 83% apresentaram algum nível de resíduo, mas nenhuma tinha resíduo acima do permitido por lei. Conforme explica o agrônomo Ossir Gorenstein, da Ceagesp, 98% estavam abaixo do Limite Máximo de Resíduos (LMR), determinado pela Anvisa, e 2% apresentaram resíduos de produtos químicos não registrados para a cultura do tomate. “Se o agricultor aplica o produto correto, na dose certa e de maneira adequada, com respeito ao prazo de carência, não há risco para o consumidor”, diz o agrônomo.

Fernanda Okubo Yoneya,

04 Novembro 2010 | 12h05

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