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Em estreia na TV, Aécio diz que problema do Brasil é o governo

REUTERS

19 Agosto 2014 | 14h 14

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, estreou seu programa do horário eleitoral obrigatório na TV passando a mensagem de que o problema do Brasil é o governo, de que o país tem tudo para dar certo mas está pior do que há quatro anos.

O tucano procurou adotar um tom otimista sobre o Brasil, numa aparente contraofensiva ao discurso da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, que tem acusado os adversários de pessimismo em relação ao país.

"Por décadas seguidas o Brasil veio avançando e o Brasil de hoje é, sem dúvida nenhuma, muito melhor do que algumas décadas atrás", disse o tucano em seu primeiro programa na TV. "Mas, infelizmente, essa realidade vem mudando e a verdade é que hoje o Brasil está pior do que estava há quatro anos."

Aécio colocou sobre os ombros do governo, sem citar Dilma, toda a resposabilidade pelo que apontou como piora do país, centrando fogo na economia.

"O fato é que algumas das principais conquistas que nos trouxeram até aqui hoje estão em risco. Problemas que já tinham sido superados agora estão voltando. A inflação já está aí, de novo, batendo na sua porta, entrando na sua casa", disse.

O tucano procurou exaltar o povo brasileiro e disse que a população tem tido que se virar sem ajuda do governo e prometeu, caso eleito, gastar menos com o governo e mais com as pessoas.

"O que depende dos brasileiros vem dando certo, o que depende do governo vem dando errado", atacou.

O programa de Aécio começou com uma homenagem ao ex-governador candidato do PSB à Presidência Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo na semana passada quando fazia campanha como candidato à Presidência pelo PSB.

Aécio lamentou a morte de Campos, a quem chamou de amigo, e procurou se comprometer com alguns dos ideiais defendidos pelo socialista.

"Colocar em prática as ideias e os ideiais que tínhamos em comum será a melhor forma de celebrar a vida do grande governador, do pai, do marido, do amigo, do brasileiro Eduardo Campos", disse.

(Por Eduardo Simões)