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Em livro, amante revela detalhes de caso com Kennedy

Estagiária da Casa Branca nos anos 60 diz ter perdido a virgindade com presidente dos EUA

06 de fevereiro de 2012 | 7h 03

WASHINGTON - Uma mulher que foi amante do presidente americano John F. Kennedy, nos anos 60, está publicando um livro nos Estados Unidos no qual revela detalhes da relação entre os dois.

Kennedy foi assassinado em novembro de 1963, em seu terceiro ano de mandato - Cecil Stoughton/Casa Branca/Reuters
Cecil Stoughton/Casa Branca/Reuters
Kennedy foi assassinado em novembro de 1963, em seu terceiro ano de mandato

Partes do livro Once Upon a Secret (Era Uma Vez Um Segredo, em tradução livre) foram publicadas pela imprensa americana. No livro, Mimi Alford, que hoje tem 69 anos, lembra do período em que os dois tiveram um romance. Na época, ela era estagiária na Casa Branca.

O caso começou quando Mimi - cujo nome de solteira era Mimi Beardsley - tinha 19 anos. Ela diz que perdeu sua virgindade com Kennedy em 1962, quando foi convidada para uma festa na piscina da Casa Branca. Kennedy assumiu a Presidência dos EA em janeiro de 1961, cargo que ocupou até seu assassinato, em novembro de 1963.

Segundo o livro, o caso durou 18 meses, mesmo depois de Mimi ter deixado Washington. Ela diz que teve relações sexuais com o presidente poucos meses antes de ele ser assassinado.

Drama e drogas

Ela também lembra de ter consolado Kennedy depois da morte de seu filho, Patrick. O bebê morreu dois dias depois de nascer. "Havia uma pilha de cartas de pêsames no chão ao lado da cadeira, e ele pegava uma delas e lia em voz alta para mim. De vez em quando, lágrimas corriam seu rosto, e ele fazia anotações nas cartas, provavelmente um esboço de resposta", escreve Mimi Alford no seu livro. "Mas em geral ele só lia e chorava. E eu chorava também." 

Mimi também afirma que na época da crise dos mísseis cubanos, no auge da Guerra Fria, Kennedy chegou a confidenciar a ela: "Eu prefiro que meus filhos sejam vermelhos [comunistas] do que mortos".

Em um dos trechos publicados pelo jornal americano New York Post, ela diz que durante uma das festas Kennedy ofereceu a ela cápsulas amarelas. O próprio presidente não tomou as cápsulas, mas Mimi conta que ficou apavorada depois de ingerir a droga, pois passou a ter sensações estranhas no corpo. Ela suspeita que se tratava de nitrito de amila, que era usado como droga recreativa na época.

A Random House, editora que vai publicar o livro, disse que Mimi decidiu contar detalhes do caso depois que a relação entre os dois foi revelada por um biógrafo do presidente, em 2003.

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