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Em Minas, Dilma diz que segue governando, mas não vai recuar da disputa política

Reuters

07 Abril 2014 | 19h 17

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira, em cerimônia de entrega de máquinas a municípios de Minas Gerais, Estado do adversário tucano, o senador Aécio Neves, que mesmo governando não vai recuar da disputa política.

Ao entregar 151 máquinas a municípios mineiros em Contagem, Dilma disse estar ali em "ato de governo" e não de campanha.

"Muita gente ainda cai na tentação de usar o dinheiro público em proveito próprio. Hoje nós estamos aqui num ato de governo, a campanha eleitoral só vai começar depois de junho", disse, em seu terceiro evento no Estado.

Mais cedo, ela participou da assinatura do contrato de concessão do aeroporto de Confins e de uma cerimônia de formatura de alunos do Pronatec.

No discurso, a presidente ressaltou que é usual, nos períodos pré-eleitoral e de campanha, o uso de "todos os instrumentos possíveis para desgastar esse ou aquele governo".

"Nós temos experiência disso... porque nós já enfrentamos isso em 2006 na reeleição do Lula e em 2010 na minha eleição", disse.

"Podem ter certeza, o meu governo continuará governando, continuará mantendo o seu caráter republicano, mas nós não iremos recuar um milímetro da disputa política quando ela aparecer", acrescentou.

A presidente anunciou, durante o evento com prefeitos, que autorizou o repasse neste mês da segunda parte dos 3 bilhões de reais destinados ao custeio das prefeituras acertado no ano passado. Segundo a presidente, além do 1,5 bilhão de reais pago em 2013, ela determinou o depósito nesta segunda do restante, para que os municípios possam custear os serviços que têm de entregar a suas populações.

Dilma também anunciou que até o fim de abril os pedidos feitos por Minas ao programa Mais Médicos serão atendidos, e o Estado terá os 1.382 médicos solicitados para 548 municípios.

A presidente tem amargado uma queda na aprovação de seu governo e perdeu terreno no cenário eleitoral, segundo pesquisas de intenção de voto divulgadas nas últimas semanas.

(Edição de Maria Pia Palermo)