David Fernández/EFE
David Fernández/EFE

Em visita à Argentina, Netanyahu culpa Irã por atentados no país na década de 1990

Premiê israelense se reuniu com o líder argentino, Mauricio Macri, e afirmou que Teerã ‘incentiva o terror no mundo todo’

O Estado de S.Paulo

13 Setembro 2017 | 05h33
Atualizado 13 Setembro 2017 | 12h58

BUENOS AIRES - O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, que na segunda-feira 11 iniciou uma visita oficial de dois dias à Argentina, disse que "chegou o momento de culpar o Irã" pelos dois atentados ocorridos em Buenos Aires contra brancos judeus na década de 1990.

"Foi o Irã que preparou os dois atentados que danificaram a Argentina e foram executados por meio do Hezbollah", afirmou o premiê em uma homenagem às 85 vítimas do ataque de 1994 contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) de Buenos Aires.

Netanyahu também homenageou 29 vítimas do atentado de 1992 contra a embaixada de Israel na capital argentina, ataque que, assim como o da Amia, permanece impune. "Após o grande horror que vocês viveram, muito mudou no mundo a respeito da percepção do terror. Muitos países, todos, absorvem esta crueldade, mas há alguns que o disseminam conscientemente, com uma crueldade sem limites", disse.

O premiê israelense se reuniu na terça-feira com o presidente argentino, Mauricio Macri, e afirmou que "o Irã incentiva o terror no mundo todo".

A Justiça argentina mantém pedidos de captura internacional contra vários iranianos acusados pelo ataque à Amia - entre eles o ex-ministro das Relações Exteriores Ali Akbar Velayati - e o governo de Macri impulsiona um projeto para julgá-los em ausência.

"Agradeço a Macri e ao governo da Argentina pela decisão de encontrar os culpados. Chegou o momento de culpar o Irã totalmente e responsabilizá-lo pelo que fez", sustentou Netanyahu perante representantes da associação judaica argentina, uma das maiores da América.

De acordo com Netanyahu, Teerã representa uma "ameaça permanente", inclusive para a América Latina. "Israel foi e seguirá sendo a ofensiva contra o terror mundial e seguiremos agindo com determinação para resistir ao terror do Irã e ao terror geral. E faremos isso junto com os nossos parceiros, aqui na América Latina e na Argentina, e também na América do Norte", disse. / EFE

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